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Correio da Manhã

Sociedade

Pais contra exames nacionais determinantes para a entrada no Ensino Superior

Confederações de pais pedem novo modelo de acesso gerido pelas universidades.
Bernardo Esteves 17 de Junho de 2019 às 01:30
Exames nacionais começam esta segunda-feira: há perto de 160 mil alunos inscritos
JNE avisou sobre mudanças em 2017
Exames nacionais têm início esta segunda-feira para quase 160 mil alunos
Exames nacionais começam esta segunda-feira: há perto de 160 mil alunos inscritos
JNE avisou sobre mudanças em 2017
Exames nacionais têm início esta segunda-feira para quase 160 mil alunos
Exames nacionais começam esta segunda-feira: há perto de 160 mil alunos inscritos
JNE avisou sobre mudanças em 2017
Exames nacionais têm início esta segunda-feira para quase 160 mil alunos
Os exames nacionais do Ensino Secundário começam esta segunda-feira com a prova de Filosofia do 11º ano, para a qual estão inscritos 16 718 alunos.

A Confederação Nacional de Associações de Pais critica o atual modelo em que os exames são determinantes para a entrada no Ensino Superior e acabam por condicionar todo o Ensino Secundário (do 10º ao 12º ano).

"Vamos ser sérios, mudar o modelo de acesso ao Ensino Superior e deixar as escolas trabalhar. Os exames devem ser certificantes da conclusão do Secundário mas não para o acesso ao Superior", afirmou ao CM Jorge Ascenção, presidente da Confap, defendendo que sejam as instituições de Ensino Superior a definir os critérios de entrada nos cursos.

"Temos de respeitar o trabalho dos jovens, que em duas horas de exame podem deitar a perder o trabalho de três anos só porque o exame não correu bem", disse.

Os exames do 11º ano vão testar este ano menos matéria, cingindo-se aos conteúdos definidos no documento ‘Aprendizagens essenciais’, admitiu ao ‘Público’ o presidente do IAVE, Luís Pereira dos Santos. O objetivo é não prejudicar os alunos das 200 escolas envolvidas no projeto-piloto da flexibilidade curricular, que têm liberdade para definir conteúdos próprios, distintos do programa geral.

Para Jorge Ascenção, "isto é o reconhecimento de que o modelo de acesso ao Superior não é o mais adequado". O responsável defende que "a flexibilidade curricular é um princípio positivo, porque dar o mesmo a todos agrava a desigualdade", mas considera que esta é apenas uma "semiflexibilidade, por causa dos exames".

Quanto aos exames em si, o responsável espera que "apelem à criatividade e não apenas à memorização e sejam transparentes e leais para com os alunos, sem rasteiras e critérios dúbios, e com um grau de dificuldade semelhante ao dos anos anteriores".

Júri Nacional de Exames desvaloriza alterações com uso de calculadoras
O Júri Nacional de Exames desvalorizou o impacto das alterações no uso de calculadoras nos exames. O JNE lembra que um ofício de 2017 avisou que a prova de Física e Química A seria feita com calculadora gráfica em modo de exame. Garante que a maioria dos modelos tem a funcionalidade e que esta pode ser instalada gratuitamente, sem ser preciso comprar outra.

PORMENORES
Maioria de Ciências
Há 69 060 alunos de Ciências e Tecnologias do Ensino Secundário inscritos para exame, constituindo a maioria dos estudantes. Segue-se o curso de Línguas e Humanidades, com 38 770 elementos. Já os estudantes de Ciências Socioeconómicas são 16 577, enquanto os de Artes Visuais totalizam 8125.

65 cegos inscritos
Este ano estão inscritos nos exames 65 alunos cegos ou com baixa visão. Uma equipa do Ministério da Educação preparou as provas para estes estudantes, que chegam a ser compostas por um total de 30 páginas em braille.

Prova de aferição
Os alunos do 2º ano terminam esta semana as provas de aferição. Esta segunda-feira realizam a prova de Português e Estudo do Meio e na quarta-feira a de Matemática e Estudo do Meio.
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