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Correio da Manhã

Sociedade
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País preocupado com falta de água no Tejo

Movimento ProTejo acusa Espanha de não cumprir a Convenção de Albufeira.
João Saramago e Francisca Genésio 8 de Outubro de 2019 às 08:28
Graves prejuízos devido à falta de água no rio Tejo
Rio Pônsul,  afluente do Tejo, que atravessa os concelhos de Castelo Branco e Idanha-a-Nova, está quase seco na zona de Lentiscais
Graves prejuízos devido à falta de água no rio Tejo
Rio Pônsul,  afluente do Tejo, que atravessa os concelhos de Castelo Branco e Idanha-a-Nova, está quase seco na zona de Lentiscais
Graves prejuízos devido à falta de água no rio Tejo
Rio Pônsul,  afluente do Tejo, que atravessa os concelhos de Castelo Branco e Idanha-a-Nova, está quase seco na zona de Lentiscais
Os autarcas de Portugal e Espanha estão preocupados com a redução "drástica" do caudal do rio em toda a extensão do Tejo Internacional.

"A situação é inédita e inaceitável, demonstrando profunda insensibilidade para com este território", pode ler-se num comunicado conjunto. Do lado português subscrevem o comunicado os autarcas de Castelo Branco, Vila Velha de Ródão e Idanha-a-Nova. Uma das situações mais dramáticas é a do rio Pônsul, que está quase seco em algumas zonas.

Esta segunda-feira, o movimento ProTejo alertou para o facto de Espanha não estar a cumprir a Convenção de Albufeira, que estabelece caudais médios.
Nas contas da ProTejo, apenas 1900 hectómetros cúbicos – ou seja 70% – do caudal de 2700 hm3, fixados na Convenção, foram enviados para Portugal de outubro de 2018 até ao final de julho de 2019.

Ao CM, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), explica que a "ausência de precipitação condiciona fortemente as afluências", esclarecendo, no entanto, que "os caudais na secção de fronteira não estão a zero".

A APA diz que a concessionária das barragens de Fratel, Vila Velha de Ródão e Belver, Gavião, "tem cumprido" com o lançamento de um volume mínimo diário, assim como na barragem de Cedillo, em Cáceres, Espanha. A APA confirma, no entanto, que os valores de caudal registados em Espanha são "muito baixos".

Pouca chuva e seca extrema a sul
O outono fica marcado por valores de precipitação baixos ou nulos no território do continente. E as previsões meteorológicas não apontam para que a situação possa mudar, pelo menos nos próximos dez dias.

O tempo seco acaba por agravar ainda mais a situação de seca que atinge todo o território. Um terço do País – Algarve, Alentejo e a parte do Sul do Ribatejo – estão mesmo em situação de seca severa ou extrema.

Associada à falta de chuva estão "temperaturas elevadas acima dos valores médios para esta época.
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