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Correio da Manhã

Sociedade
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Pais que queiram assistir a parto no hospital de Gaia têm de fazer teste ao coronavírus e cumprir isolamento

Medida implementada por forma a ser permitida presença de acompanhantes nos partos.
Lusa 23 de Abril de 2020 às 12:39
Hospital de Gaia
Hospital de Gaia FOTO: CMTV
Os pais que desejem acompanhar os partos dos filhos no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) vão ser testados à covid-19 e terão de assumir o compromisso de isolamento profilático, revelou hoje daquele estabelecimento hospitalar.

Esta é uma das medidas que o CHVNG/E está a implementar de forma a poder permitir a presença de acompanhantes nos partos, sendo que os pais terão de cumprir isolamento entre o teste e o momento do parto de forma a não haver risco de contaminação neste período.

"Tão necessário como prestar os melhores cuidados aos nossos utentes, neste período pandémico, é conseguirmos voltar a humanizar estes mesmos cuidados. Trabalhamos diariamente para assegurar às futuras mamãs de Gaia que darão à luz nas melhores condições, com a presença do pai, rodeadas de quem mais amam", refere o presidente do Conselho de Administração do CHVNG/E, Rui Guimarães.

O responsável considera que "não se pode deixar que o vírus roube momentos tão importantes nas vidas das pessoas", razão pela qual a Unidade Materno-Infantil do CHVNG/E está a implementar procedimentos que permitam aos pais acompanharem as grávidas no momento do parto.

No entanto, alerta ainda esta instituição hospitalar, "poderá haver situações em que o rápido trabalho de parto possa condicionar esta presença".

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 181 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 593.500 doentes foram considerados curados.

Portugal regista 785 mortos associados à covid-19 em 21.982 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma "abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais".

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