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Correio da Manhã

Sociedade
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Pandemia do coronavírus desacelera em Portugal

Crescimento de 10,8% nas últimas 24 horas depois de subida de 21% na sexta-feira.
João Saramago 2 de Abril de 2020 às 08:36
Graça Freitas
Graça Freitas
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A progressão da pandemia de Covid-19 registou no último dia um crescimento de 10,8%, numa evolução de 7443 para 8251 casos. Na sexta-feira, a evolução da doença fixava-se nos 21%. Uma variação que pode indicar que as medidas de isolamento social aplicadas pelo Governo permitiram moderar o avanço galopante da doença altamente contagiosa. Contudo, para o secretário de Estado da Saúde, António Sales, é ainda cedo para tirar conclusões.

"Não podemos deixar de assinalar que, nos últimos dias, tem havido um adiamento da tendência, sem que possamos ainda tirar conclusões. Temos de confiar que estas medidas foram bem tomadas e no tempo certo. Esses números estão a dizer-nos isso", referiu o governante, ao que acrescentou: "Continua a ser crucial que as pessoas não adoeçam todas ao mesmo tempo."

O professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Jorge Buescu entende que "boa parte da explicação" para uma progressão mais moderada da doença "pode estar em haver um sub-registo de casos". "Têm de ser feitos mais testes", referiu o matemático, acrescentando que os "oito mil casos podem ser a ponta do icebergue. Há muitos mais casos ativos numa variação entre os 57 mil e os 190 mil".

Sobre a real dimensão da pandemia, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, explicou que "daqui a uns tempos, saberemos quantas pessoas estiveram assintomáticas, porque Portugal vai fazer estudos sorológicos para perceber quem desenvolveu anticorpos, porque quem desenvolve anticorpos contraiu a doença". Sobre a necessidade de máscara, Graça Freitas adiantou que o importante é que "o uso não crie a falta sensação de segurança". Determinante é adotar "o distanciamento social".

PORMENORES
Cuidados Intensivos
A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, explicou que a subida de 89 para 230 pessoas nas unidades de Cuidados Intensivos, em quatro dias, resulta do envelhecimento da população.

Risco para diabéticos
Os diabéticos representam "9% das pessoas falecidas com Covid-19", mas não têm maior probabilidade de ser infetados, avançou a Associação Protetora dos Diabéticos Portugueses.

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