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Correio da Manhã

Sociedade
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Paróquia precisa de um milhão de euros para reabilitar igreja histórica no Porto

Sacerdote está descontente com a falta de apoios estatais mas não baixa os braços com vista à melhoria das condições.
Patrícia Lima Leitão 12 de Junho de 2018 às 08:48
Igreja paroquial de Campanhã, no Porto
Igreja paroquial de Campanhã, no Porto
Igreja paroquial de Campanhã, no Porto
Igreja paroquial de Campanhã, no Porto
Igreja paroquial de Campanhã, no Porto
Igreja paroquial de Campanhã, no Porto
Igreja paroquial de Campanhã, no Porto
Igreja paroquial de Campanhã, no Porto
Igreja paroquial de Campanhã, no Porto
Há 20 anos que a Igreja Paroquial de Campanhã, no Porto, necessita de uma intervenção de fundo devido ao elevado estado de degradação.

O dinheiro doado pelos fiéis, nos últimos anos, tem coberto obras de superfície, que não foram suficientes.

Fernando Milheiro, pároco na freguesia há 18 anos, vai em breve apresentar um projeto à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) de financiamento para um restauro global. Precisa de cerca de um milhão e meio de euros.

"Precisamos de obras urgentes e já estamos empenhados nisto há 20 anos. Não admito a hipótese de este projeto não ser apoiado.

Este é o monumento mais importante na área oriental da cidade", referiu o sacerdote, de 71 anos. O projeto prevê a a recuperação da cobertura, paredes e teto.

"Temos 50 caixotões que precisam de restauro. Este é o maior teto pintado em madeira da cidade, tem um valor incalculável", disse ainda.

Só o teto, poderá ter um custo de 250 mil €. Quanto à cobertura, que está "caduca e a meter água", prevê-se o revestimento com betão e zinco e elevação de cinco metros. "A sacristia, que foi alvo de obras em 2004 com os últimos apoios estatais recebidos, já deixa entrar água. Chove cá dentro e quando vem estraga pinturas irrecuperáveis" afirmou.

Os paroquianos não escondem a impotência que sentem. "Está tudo a cair. O soalho está podre, o chão cheio de buracos. Mas nós somos uma freguesia muito pobre, não temos dinheiro para a arranjar sozinhos.

O padre está sempre a falar disso, mas ninguém ajuda", admitiu Maria Silva, de 87 anos, membro da comunidade paroquiana desde que nasceu. A igreja foi edificada em 1714. A fachada e o lado direito da torre sineira são forrados com azulejos azuis. Foi saqueada durante a segunda invasão francesa.
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