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Correio da Manhã

Sociedade
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Moradores da Damasceno Monteiro podem voltar às suas casas em julho

Autarquia evacuou os cinco prédios e teve de realojar 96 pessoas.
Lusa 13 de Abril de 2017 às 17:25
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa
Máquinas já estão a trabalhar na rua Damasceno Monteiro. Obras vão demorar vários meses, admite a autarquia
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa
Máquinas já estão a trabalhar na rua Damasceno Monteiro. Obras vão demorar vários meses, admite a autarquia
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa
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Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa

Os moradores de quatro prédios da rua Damasceno Monteiro, afetados por um deslizamento de terras, poderão voltar às suas casas em julho, e os restantes "talvez em setembro", disse hoje o vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa.

A 27 de fevereiro, parte do muro (de propriedade privada) do condomínio Villa Graça, no bairro Estrela d'Oiro, ruiu pelas 05:40, provocando um deslizamento de terras para as traseiras de cinco edifícios da rua Damasceno Monteiro (dos números 102 ao 110).

A autarquia evacuou os cinco prédios afetados e teve de realojar um total de 96 pessoas.

Na sequência do incidente, a Câmara de Lisboa tomou posse administrativa do terreno - incluindo o muro e a zona envolvente -, e deu início aos trabalhos de estabilização do muro e de recuperação dos prédios afetados.

Esta intervenção ronda "os 3,5 ou 4 milhões de euros", apontou hoje o vereador Manuel Salgado numa conferência de imprensa que decorreu nos Paços do Concelho.

O vereador afirmou também que "se prevê que em julho [os moradores de quatro prédios] possam regressar às suas casas", enquanto os outros "vão demorar mais porque [os prédios] estavam mais destruídos".

Questionado sobre quando poderão esses moradores voltar a habitar as suas casas, o vereador do Urbanismo afirmou que será "ainda este ano" e "talvez em setembro".

Sobre o que provocou o deslizamento de terras, Manuel Salgado apontou que "os técnicos que têm estado a avaliar a situação apontam como principais causas a alimentação de água a tardoz do muro e eventualmente fugas de água da piscina exterior, o que ainda não está confirmado".

Ou seja, para o município o mais provável é que se tenha formado uma "bolsa de água a tardoz do muro, que pelo seu peso provocou a queda do muro".

Quanto às responsabilidades, o autarca do executivo de maioria socialista informou que "ainda não estão apuradas", mas que a Câmara de Lisboa "sempre defendeu que o muro é propriedade do condomínio Villa Graça".

"Desde 2010 que há uma monitorização feita por uma empresa por encomenda do condomínio, e em 2013 e 2014 foram entregues os relatórios à Câmara, mas desde aí que nunca mais foi entregue mais nada", observou.

"A Câmara não teve qualquer intervenção nessa monitorização", esclareceu, acrescentando que o município "nunca recebeu os restantes relatórios [...] nem foi informada do seu conteúdo".

O primeiro relatório "referia um deslocamento do muro, mas o documento de 2014 diz que não, que devia ter sido erro de leitura e que o muro estava estável e em condições de segurança", contou Manuel Salgado.

"Uma semana depois, dois técnicos fizeram uma vistoria ao muro em que dizem exatamente o mesmo, e constataram que se encontrava em razoáveis condições de estabilidade. A partir desta data, a troca de correspondência entre o condomínio e a Câmara foi para discutir a propriedade do muro", referiu.

Apontando que no projeto do condomínio "não está identificada uma piscina que foi posteriormente construída a céu aberto", Salgado observou que apesar de estar vazia desde que a Câmara tomou posse administrativa do local, terá de ser esclarecido "como foi construída e qual a situação de segurança que pode apresentar".

Já relativamente a queixas apresentadas sobre esta situação, o vereador esclareceu que existem "11 queixas registadas, e foram feitas nove deslocações de técnicos ao local".

"De 2005 para cá há um conjunto de reclamações feitas, tanto pelo condomínio como pelos moradores, alertando a Câmara para quedas de pedras e para o estado de conservação do muro", observou.

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