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Perto de 100 motoristas e operadores TVDE em protesto em Lisboa

Manifestantes reivindicam um aumento das tarifas, a não inclusão do táxi no setor e um apoio aos combustíveis.

29 de abril de 2026 às 10:39

Cerca de uma centena de motoristas e operadores TVDE encontram-se esta quarta-feira concentrados junto ao Campo Pequeno, em Lisboa, reivindicando um aumento das tarifas, a não inclusão do táxi no setor e um apoio aos combustíveis.

Vestidos com t-shirts pretas e alguns com balões negros nas mãos, motoristas e operadores vão sair, entretanto, em marcha a pé, em direção às sedes da Bolt, na Avenida da Liberdade, e da Uber, na Avenida Barbosa du Bocage, prevendo-se que estejam pelas 13:00 na Assembleia da República.

Um dos motoristas, munido de megafone, insta os colegas a fazerem barulho, lembrando que não estão num velório e precisam de ser ouvidos, após o que se ouve um coro de assobios, apitos e palmas.

Em jeito de manifesto, o motorista pede também aos colegas para ligarem as aplicações móveis, mas não aceitarem serviços.

O protesto tem como principais reivindicações o "aumento urgente das tarifas", a "rejeição da entrada do setor do táxi" no regime TVDE e o "apoio ao aumento do preço dos combustíveis".

Ivo Fernandes, da Associação Portuguesa de Transportadores em Automóveis Descaracterizados (APTAD), e Victor Soares, da Associação Nacional Movimento -- TVDE (ANM-TVDE) explicaram à Lusa que o protesto surge numa altura em que operadores e motoristas "se alinharam num conjunto de reivindicações, embora ainda haja algumas divergências".

Neste momento, dizem, estão alinhados nos três pontos-chave: defesa do aumento das tarifas por parte das plataformas, contra a intenção de, na revisão da lei 45/2018, os táxis fazerem TVDE e na chamada de atenção ao Governo para um apoio ao combustível.

A ação, de acordo com a APTAD, é promovida por motoristas e operadores TVDE, também reconhecidos criadores de conteúdo nas redes sociais, entre os quais Bruno Benedito, Tiago "TVDE do tuga", Rui TVDE e Américo Matos.

Durante a manifestação, os promotores irão entregar em mão o caderno reivindicativo do setor, dirigido às plataformas e aos decisores políticos.

Em nota enviada à agência Lusa, um grupo que assina como "pessoas que trabalham como estafetas e motoristas das plataformas Glovo, Uber Eats e TVDE em todo o país" anunciou uma paralisação de 24 horas também para hoje.

Segundo os dados oficiais na plataforma criada pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes, em colaboração com a UBER e a Bolt, para monitorizar a atividade dos TVDE, no mês de março estavam registados 39.615 motoristas certificados ativos e o número de operadores ativos totalizava os 14.649.

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