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Correio da Manhã

Sociedade

Pesca de polvo: Queixas de excesso de fiscalização

Associação Armalgarve acusa autoridades de "caça à multa". Marinha refuta perseguição
26 de Agosto de 2013 às 01:00
Pescadores de polvo queixam-se da forma como a Autoridade Marítima tem
Pescadores de polvo queixam-se da forma como a Autoridade Marítima tem FOTO: Bruno Colaço

Uma associação de pesca de polvo queixa-se de "perseguição" e "caça à multa" por parte da Autoridade Marítima. Em causa as fiscalizações ao isco utilizado que, dizem, se intensificaram no último mês, ao ponto de lhes estarem a criar problemas financeiros.

"Por diversas vezes foram abordadas embarcações já de volta à barra, muitas vezes uma hora depois de terem acabado a atividade, e são obrigadas a voltar, gastando combustível e com os homens exaustos da faina, para ser inspecionado o isco colocado nos covos", diz José Agostinho, presidente da Armalgarve – Associação dos Armadores da Pesca do Polvo do Algarve.

O dirigente defende que esta é uma das situações que revelam a "caça à multa" da Autoridade Marítima, uma vez que "o natural seria que abordassem os pescadores durante a faina e não depois".

"Os armadores e pescadores já sofrem o suficiente com as dificuldades extremas que passam para terem uma vida digna, já que os custos de produção estão cada vez mais altos", lamenta ainda José Agostinho.

O comandante da Zona Marítima do Sul, Malaquias Domingues, refuta as acusações de perseguição e garante mesmo que as fiscalizações vão continuar. "Independentemente dos incómodos que a fiscalização possa trazer, temos de fazer cumprir a lei", explica ao CM o comandante.

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