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Correio da Manhã

Sociedade
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Petróleo aumenta perigos no mar

Navios e avião envolvidos em exercício em Portimão.
José Carlos Eusébio 21 de Outubro de 2016 às 17:30
Exercício envolveu meios e cerca de 350 elementos de várias entidades
Exercício envolveu meios e cerca de 350 elementos de várias entidades FOTO: Pedro Noel da Luz
Os meios de combate à poluição no mar foram esta quinta-feira testados em Portimão, num exercício em que foi simulado o derrame de combustível devido à colisão de navios. As autoridades reconhecem que os meios existentes terão de ser reforçados no futuro, se avançar a exploração de petróleo e gás ao largo da costa.

"Naturalmente, se Portugal algum dia desse esse salto teria de acautelar muito mais meios nessa matéria", refere Carlos Martins, secretário de Estado do Ambiente, que salienta, no entanto, que se está "numa fase muito embrionária", pelo que "não vale a pena discutir cenários futuros que poderão nem sequer vir a suceder-se".

O vice-almirante Silva Ribeiro, diretor-geral da Autoridade Marítima Nacional, também reconhece que, "se os projetos avançarem, teremos de aperfeiçoar e reforçar as nossas capacidades no sentido de fazer face a um possível acidente".

Este responsável realça, no entanto, que em caso de acidente grave haverá sempre o recurso à colaboração internacional, lembrando o que aconteceu com um poço da BP nos Estados Unidos da América, que levou "à mobilização de meios a nível mundial".

Para já, os maiores riscos resultam do elevado tráfego de navios nas águas nacionais. "Todos os dias passam mais de 500", explica Costa Campos, diretor de serviço do Serviço de Combate à Poluição no Mar.
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