Uma versão infantil da vacina da Pfizer já está disponível para crianças de cinco a 11 anos, um terço da dose administrada a todas as pessoas com 12 ou mais anos.
A Pfizer disse sexta-feira que está a mudar os planos e a estudar a hipótese de testar três doses da sua vacina contra a covid-19 em bebés e crianças em idade pré-escolar, em vez das duas habituais.
A adição de uma terceira dose surgiu depois de uma análise preliminar ter descoberto que as crianças de dois e quatro anos não tinham uma resposta imunológica tão forte quanto o esperado para inoculações especiais de baixa dosagem.
A Pfizer planeou divulgar os dados do estudo com crianças menores de cinco anos até ao final do ano. Não é claro como essa mudança de planos irá atrasar a missão de vacinar os filhos mais novos.
A Pfizer e a BioNTech indicaram que, se o estudo de três doses for bem-sucedido, planeiam solicitar uma autorização de emergência no primeiro semestre de 2022.
Uma versão infantil da vacina da Pfizer já está disponível para crianças de cinco a 11 anos, um terço da dose administrada a todas as pessoas com 12 ou mais anos.
Para crianças menores de cinco anos, a Pfizer está a testar uma dose ainda menor, apenas três microgramas ou um décimo da dose de adulto.
Os investigadores analisaram um subconjunto de crianças, durante um mês, após a segunda dose, para ver se desenvolviam níveis de anticorpos semelhantes aos de adolescentes e jovens adultos, que haviam sido inoculados com doses regulares da vacina.
Crianças com menos de dois anos tinham níveis semelhantes de anticorpos, mas a resposta imunológica em crianças de dois a quatro anos era menor, disse hoje a diretora de pesquisa e desenvolvimento da Pfizer, Kathrin Jansen, numa reunião com investidores.
O estudo está a ser agora amplificado para avaliar as três inoculações de dose reduzida em crianças com menos de cinco anos. A terceira injeção deverá ser administrada pelo menos dois meses após a segunda dose.
Nenhuma preocupação sobre a segurança foi identificada no estudo, referiram a Pfizer e a BioNTech.
Kathrin Jansen citou outros dados que mostram que uma inoculação de reforço para pessoas com 16 anos ou mais restabelece uma proteção forte, um reforço na imunidade que os cientistas esperam que também ajude a afastar a nova variante Ómicron.
As farmacêuticas também estão a preparar-se para testar um reforço para crianças de cinco a 11 anos, que atualmente recebem duas doses da vacina contra a covid-19. E estão a estudar diferentes opções de dosagem de reforço em adolescentes.
A diretora de pesquisa e desenvolvimento da Pfizer disse que, se o teste pediátrico adicional for bem-sucedido, haverá "uma introdução consistente das três doses para todas as idades".
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