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Correio da Manhã

Sociedade
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PJ deteta indícios de corrupção na compra de material a Sapadores de Lisboa

Polícia remeteu para o Ministério Público as conclusões da investigação denunciada pelo 'Sexta às Nove'.
5 de Janeiro de 2018 às 22:17
Polícia Judiciária
Bombeiros
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A Polícia Judiciária detetou indícios de corrupção no fornecimento de material ao Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (BSB) adjudicados por ajuste direto a uma única empresa desde 2010, noticiou esta sexta-feira a RTP, no programa Sexta às Nove.

A investigação da PJ encontrou "dezenas de contratos públicos, por ajuste direto, para a mesma empresa, Vianas, S.A", de Gondomar, totalizando "quase 1.793.906 euros, do erário público, só em Lisboa", adianta a RTP.

Segundo a notícia, a PJ remeteu já para o Ministério Público as conclusões da investigação realizada, indiciando cinco arguidos: Manuel Vianas, de Vianas S.A., Frederico Rodrigo, da Câmara Municipal de Lisboa, e as empresas Vianas S.A, Engibox e D'Maker.

Os indiciados, que aguardam a decisão do Ministério Público de acusação ou arquivamento do processo, são suspeitos da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva e de participação económica ilícita em negócio.

A PJ concluiu a existência de uma "relação de amizade entre os dois arguidos" individuais, adianta a RTP.

De acordo com a RTP, o caso, que se encontra na 9.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, foi participado pelo ex-vereador da Proteção Civil, Manuel Brito, que chegou a confrontar o então comandante do BSB, Joaquim Leitão, mais tarde presidente da Autoridade Nacional da Proteção Civil.

Na altura dos factos constantes na investigação da PJ, António Costa, atual primeiro-ministro, era o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

A agência Lusa pediu esclarecimentos ao Ministério Público sobre a fase em que se encontra o processo, se já existem arguidos constituidos e quais os crimes em causa, mas ainda não obteve resposta.

Liga diz que investigação nos Sapadores de Lisboa deve ir "até às últimas consequências"
O presidente da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP), Jaime Marta Soares, afirmou hoje que os indícios de corrupção no fornecimento de material ao Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (BSB) devem ser investigados "até às últimas consequências".

"Não conheço nada em concreto, mas se existem indícios de alguma situação menos legal é bom que se esclareça e que se vá até ao fundo das questões. Não pode ficar o que quer que seja de suspeição da instituição ou os próprios responsáveis da instituição na época", declarou à Lusa.

Jaime Marta Soares defendeu que a investigação deve ser levada "até às últimas consequências".

A Polícia Judiciária detetou indícios de corrupção no fornecimento de material ao Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (BSB) adjudicados por ajuste direto a uma única empresa desde 2010, noticiou hoje a RTP, no programa Sexta às Nove.

A investigação da PJ encontrou "dezenas de contratos públicos, por ajuste direto, para a mesma empresa, Vianas, S.A", de Gondomar, totalizando "quase 1.793.906 euros, do erário público, só em Lisboa", adianta a RTP.

Segundo a notícia, a PJ remeteu já para o Ministério Público as conclusões da investigação realizada, indiciando cinco arguidos: Manuel Vianas, de Vianas S.A., Frederico Rodrigo, da Câmara Municipal de Lisboa, e as empresas Vianas S.A, Engibox e D'Maker.

Os indiciados, que aguardam a decisão do Ministério Público de acusação ou arquivamento do processo, são suspeitos da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva e de participação económica ilícita em negócio.

A PJ concluiu a existência de uma "relação de amizade entre os dois arguidos" individuais, adianta a RTP.

De acordo com a RTP, o caso, que se encontra na 9.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, foi participado pelo ex-vereador da Proteção Civil, Manuel Brito, que chegou a confrontar o então comandante do BSB, Joaquim Leitão, mais tarde presidente da Autoridade Nacional da Proteção Civil.

Na altura dos factos constantes na investigação da PJ, António Costa, atual primeiro-ministro, era o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

A agência Lusa pediu esclarecimentos ao Ministério Público sobre a fase em que se encontra o processo, se já existem arguidos constituidos e quais os crimes em causa, mas ainda não obteve resposta.
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