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Correio da Manhã

Sociedade
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PNR convoca protesto em frente à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Protesto "contra o totalitarismo do pensamento único e pela liberdade de expressão para todos".
Lusa 8 de Março de 2017 às 22:18
Professor universitário Jaime Nogueira Pinto impedido de falar em conferência
Jaime Nogueira Pinto
Professor universitário Jaime Nogueira Pinto impedido de falar em conferência
Jaime Nogueira Pinto
Professor universitário Jaime Nogueira Pinto impedido de falar em conferência
Jaime Nogueira Pinto

O Partido Nacional Renovador (PNR) convocou para o dia 21 um protesto em frente à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa "contra o totalitarismo do pensamento único e pela liberdade de expressão para todos".

A convocação do protesto ocorre depois de os estudantes daquela faculdade terem decidido em Reunião Geral de Alunos não ceder o auditório da faculdade à organização Nova Portugalidade para a realização de uma conferência do politólogo Jaime Nogueira Pinto sobre "Populismo ou Democracia? O Brexit, Tump e Le Pen em debate".

A Reunião Geral alegou que o evento estava "associado a argumentos colonialistas, racistas, xenófobos".

"Ao menos, que estes casos mediáticos que já afetam João Braga e Jaime Nogueira Pinto sirvam para despertar mentes e consciências. E que, uma vez despertas, percebam que só o PNR luta verdadeiramente contra o totalitarismo do pensamento único", refere o partido na convocatória divulgada na sua página na Internet.

O fadista João Braga escreveu na semana passada na sua página do Facebook "Agora basta ser-se preto ou 'gay' para ganhar Óscares", referindo-se à cerimónia de entrega de óscares em Hollywood. A afirmação gerou polémica e levou a associação SOS Racismo a apresentar queixa à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial.

Na convocatória, o PNR salienta que "sempre sentiu na pele a discriminação, o boicote, a censura e a ameaça por parte dos donos do poder estabelecido".

"Quando alertámos, centenas de vezes, que esta era a realidade no Portugal do século XXI, a maioria daqueles que nos ouviam 'sacudia a água do capote' e dizia-nos que era por sermos 'extremistas', apenas por fazermos a diferença, pensarmos de modo diferente e dizê-lo sem medo", refere.

Para o PNR, com o "crescimento nacionalista no Ocidente, a esquerda, que domina o sistema, que dita as regras e que impõe o marxismo-cultural, começa a ficar nervosa e a endurecer a luta. É ela quem define os conceitos, decide quem pode ter voz, o que é certo e errado e criminaliza quem se lhe opõe".

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