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Correio da Manhã

Sociedade
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Polícia chamada a acalmar doentes

Os utentes do serviço de Urgência do Hospital de Castelo Branco revoltaram-se contra o tempo de espera, que na terça-feira chegou a ultrapassar as sete horas. A presença policial foi reforçada para acalmar as pessoas mais exaltadas.
27 de Agosto de 2009 às 00:30
Os responsáveis do Hospital Amato Lusitano reconhecem que a situação foi “anómala”
Os responsáveis do Hospital Amato Lusitano reconhecem que a situação foi “anómala” FOTO: Ricardo Graça

Os doentes e acompanhantes afirmam que o caos se instalou à noite, garantindo que as dificuldades no atendimento aconteceram pelo 'terceiro dia consecutivo'. Alguns acabaram por oficializar os protestos no Livro de Reclamações. À tarde, perante o aumento da impaciência dos utentes, a presença da PSP na Urgência do Hospital Amato Lusitano – por regra, um agente – foi reforçada com mais três elementos e um carro.

Uma mulher, que acompanhava uma familiar à espera há longas horas, apesar de ter pulseira amarela (uma hora, no máximo), reclamou porque a doente desmaiou na sala de espera, 'talvez até da fraqueza'. Foi atendida pouco depois de formalizada a queixa no Livro de Reclamações. Por outro lado, um homem, que entrou às 15h19, foi atendido quando já passava das 21h00. Tinha pulseira azul (quatro horas de espera). A acompanhante de outra utente, com pulseira verde (duas horas de espera), reclamou porque já esperava há mais de sete horas.

Noutra reclamação, uma mulher, familiar de um utente, conta que, depois de atendida, foi à farmácia de serviço e viu-se obrigada a voltar ao hospital porque 'o medicamento que prescreveram saiu do mercado há dois anos'. 'Isto é uma vergonha!', exclamavam os utentes, num alvoroço quase fora de controlo.

José Sanches Pires, presidente do conselho de administração do Hospital Amato Lusitano, reconheceu que a situação é 'anómala', mas a afluência 'foi igual à dos outros dias', adiantando que 'tudo se prende com o tipo de doente'. 'Não foi uma situação generalizada ao ponto de pôr em causa o funcionamento da Urgência', esclareceu o responsável.

PORMENORES

NOS CENTROS

Estas situações não se repetirão quando for criado o Serviço de Urgência Básica nos centros de Saúde, acredita Sanches Pires.

PULSEIRAS

Houve utentes que 'rasgaram as pulseiras e se deslocaram ao Hospital da Covilhã'.

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