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Correio da Manhã

Sociedade
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Polícias fiscalizam casamentos e batizados para travar a Covid-19

Lisboa, Braga, Odemira e Vale de Cambra não avançam para a nova fase de desconfinamento.
Edgar Nascimento 10 de Junho de 2021 às 01:30
Eventos familiares, culturais e desportivos só com pessoas que tenham um teste negativo à Covid
Eventos familiares, culturais e desportivos só com pessoas que tenham um teste negativo à Covid FOTO: Direitos Reservados

Os eventos familiares, como casamentos e batizados, só vão poder ter a participação de quem apresentar um teste negativo à Covid-19. Serão as autoridades, como a PSP, GNR ou ASAE, que terão a função de fiscalizar se esta obrigatoriedade é cumprida à entrada das festas. O mesmo acontecerá nos eventos desportivos e culturais, cabendo agora à Direção-Geral da Saúde determinar a partir de quantos participantes em cada evento é que será obrigatório apresentar um teste com resultado negativo. Quem não cumprir, incorre no pagamento de uma coima.

A alteração à estratégia de testagem foi ontem aprovada em Conselho de Ministros, e inclui também a testagem nas empresas com mais de 150 trabalhadores no mesmo posto de trabalho, que será determinada pela autoridade de saúde. Tanto no caso das festas como das empresas, os testes são pagos por quem os faz ou pelas empresas/organizadores de eventos, explicou a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva. A governante apelou, tal como já fizera António Costa há uma semana, à compra dos autotestes nas farmácias e supermercados. "Sempre que há ajuntamentos, devemos ser testados à entrada. Cada um deve-se testar quando está em grupos maiores, pois há maior risco de contágio", sublinhou.

A partir de segunda-feira, e até 27 de junho, 274 municípios avançam no desconfinamento e apenas quatro ficam na fase atual: Lisboa, Braga, Odemira e Vale de Cambra. Nestes quatro concelhos, o teletrabalho mantém-se obrigatório, enquanto nos restantes passa a ser recomendado.

Em Lisboa e Vale do Tejo a situação "é preocupante", pois "os números crescem e há mais abrangência territorial, com incidência nas camadas mais jovens, não vacinados", explicou Mariana Vieira da Silva. Já no caso de Odemira, que se mantém com elevada incidência, a ministra explicou que tal se deve à "grande flutuação populacional, que dificulta o controlo da situação". Há 10 concelhos em alerta.

PORMENORES
Atividades de apoio social
Os centros de dia que partilham espaços com outras respostas sociais vão poder retomar as atividades de apoio social a partir de 1 de julho, determinou ontem o Governo.

Lisboa sem exceções
O primeiro-ministro, António Costa, defendeu ontem que Lisboa não pode ser tratada de "forma diferente do resto do País", e que à capital foi aplicada a matriz de risco.

Máscara até setembro
O Parlamento renovou até meio de setembro a obrigação de usar máscara na rua quando não é possível o distanciamento de segurança. O Governo prolongou a situação de calamidade até 27 de junho.

Autarca de Braga culpa universitários
O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, apontou a população universitária como "um dos focos importantes" de contágio e descartou o aumento dos casos com os festejos do Braga na final da Taça.

Vale de Cambra diz que travão "é injusto"
José Pinheiro, presidente da Câmara de Vale de Cambra, considera injusto que o concelho não avance no desconfinamento, pois só tem "uns 30 casos ativos no território". O concelho é maior do que Lisboa.n

Mais casos diários em três meses
Na terça-feira registaram-se 890 casos de Covid-19, 591 dos quais em Lisboa e Vale do Tejo. É o número mais alto de casos num dia desde 5 de março. Os internamentos subiram para 307 – o registo mais alto desde 2 de maio.

Mais vacinação nos concelhos atrasados
O coordenador da ‘task force’ da vacinação defendeu ontem que tem de haver um "equilíbrio nacional" no ritmo de vacinação, devendo ser reforçado o processo nos concelhos mais atrasados, como Sintra. "Temos em média 100 mil vacinas por dia e em vez de estarmos a dar vacinas numa região, numa área ou num concelho que já está muito vacinado, damos vacinas nas regiões que estão menos vacinadas, equilibrando o processo", explicou o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo.

O responsável visitou o centro de vacinação de Monte Abraão, Sintra, que tem registado longas filas de espera para vacinação. Um dos problemas é o facto de o pavilhão abrir às 9h00, quando tem utentes agendados para as 9h01. Para Gouveia e Melo, os centros têm de abrir 15 a 20 minutos antes da primeira marcação. O coordenador da ‘task force’ anunciou ainda que mais de um milhão de pessoas já fez o autoagendamento e que o País tinha no domingo uma reserva de 600 mil vacinas. "Estamos a aumentar a acumulação da vacina da AstraZeneca, temos de as guardar por um período três meses e não temos certeza das suas entregas nos 3º e 4º trimestres do ano".

Um centro que está fechado desde dia 31
O centro de vacinação na Junta de S. Domingos de Benfica (Lisboa) fechou a 31 de maio, mas há utentes agendados para a vacinação, quando deviam ser enviados para o centro no Estádio Universitário. A junta apoia os utentes, chamando o táxi gratuito.

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