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Todos apresentaram uma evolução clínica favorável.
Portugal registou sete casos confirmados de sarampo este ano, seis dos quais em pessoas não vacinadas, e todos apresentaram uma evolução clínica favorável, anunciou esta quinta-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS).
Os dados constam de um comunicado da DGS sobre a situação epidemiológica no país, que adianta que os casos confirmados se verificaram no Norte, em Lisboa e Vale do Tejo, no Alentejo e no Algarve em pessoas até aos 59 anos.
Três casos foram importados, sem cadeias de transmissão associadas, referiu ainda a direção-geral, avançando que foi ainda identificada uma cadeia de transmissão limitada, com dois casos secundários em contexto hospitalar, associados a um caso de origem desconhecida.
Um caso adicional encontra-se sob investigação epidemiológica, sem evidência de transmissão associada, referiu a DGS, que garantiu que monitoriza em permanência a situação epidemiológica na Europa e no mundo, assegurando ainda uma "comunicação de proximidade" com os profissionais de saúde em Portugal.
Segundo referiu, essa comunicação inclui alertas para a importância de manter um "elevado grau de suspeição perante todos os casos suspeitos" e para a necessidade da respetiva notificação, para além da importância do aproveitamento de todas as oportunidades de vacinação.
"A vacinação contra o sarampo sempre teve uma adesão elevada em Portugal, sendo um dos principais fatores para a eliminação da doença e para a prevenção de surtos", salientou a DGS.
Realçou ainda que a proteção dos mais vulneráveis, que ainda não foram vacinados ou que não podem ser vacinados, como bebés com menos de 12 meses e pessoas com imunossupressão, depende de coberturas vacinais elevadas, traduzindo-se na imunidade de grupo.
A direção-geral aconselhou os cidadãos a verificarem o seu estado vacinal no boletim de vacinas ou na aplicação do SNS 24 e, se necessário, a tomarem a vacina contra o sarampo faz parte do Programa Nacional de Vacinação.
Já quem apresente sinais ou sintomas sugestivos de sarampo, como febre alta, tosse, rinite e/ou conjuntivite, a que se segue erupção cutânea característica que se espalha pelo corpo, deve evitar o contacto com outras pessoas e ligar para o SNS 24 - 808 24 24 24.
O sarampo é uma das infeções mais contagiosas e transmite-se de pessoa a pessoa por via aérea, através de gotículas ou aerossóis de pessoas infetadas (tosse ou espirro). Habitualmente a doença é benigna mas, em alguns casos, pode ser grave ou levar à morte.
No início desta semana, a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) anunciou ter identificado três casos de sarampo e "quase 500 contactos de risco" no concelho de Beja, desde o início de abril.
Em declarações à agência Lusa, o médico da Autoridade de Saúde Local (ASL) da ULSBA, Bruno Pinto Rebelo, revelou que os três casos de sarampo foram identificados em adultos "entre os 30 e os 55 anos".
As ocorrências, de acordo com o médico, têm "ligação epidemiológica" entre si e foram registadas no concelho de Beja.
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