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Correio da Manhã

Sociedade
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Portugal não aproveita todo o sangue recolhido

Durante o mês de Agosto, nas praias de Monte Gordo, Carcavelos, Quarteira, Póvoa do Varzim e Figueira da Foz o Instituto Português do Sangue (IPS) vai disponibilizar unidades móveis de recolha de sangue. Apresentada esta terça-feira, no dia em que se celebra o Dia Mundial do Dador de Sangue, a campanha 'Dador-Salvador' visa sensibilizar os jovens para a dádiva de sangue.
14 de Junho de 2011 às 13:50
Enquanto esta questão não se resolver, o País é obrigado a pagar anualmente 70 milhões de euros pela aquisição deste produto ao estrangeiro
Enquanto esta questão não se resolver, o País é obrigado a pagar anualmente 70 milhões de euros pela aquisição deste produto ao estrangeiro FOTO: d.r.

"A população está em processo de envelhecimento e também os dadores estão envelhecidos, daí há a necessidade de cativar os jovens para doar sangue" explica o presidente do Instituto Português do Sangue, Álvaro Beleza, sublinhando que doar sangue, para além de salvar vidas, é também um check-up à saúde do dador.

A escolha da época e do local é propositada, acrescenta o responsável, "os dadores vão de férias e há uma necessidade extraordinária de sangue, uma vez que há patologias que têm uma maior incidência no Verão".

No Dia Mundial do Sangue veio também a público a notícia de que metade do sangue recolhido em Portugal é destruído, devido à falta de uma unidade de processamento de plasma.

O responsável pelo IPS confirmou esta situação que já se prolonga há dez anos, justificando-a com os sucessivos atrasos num concurso, ao qual recorrem as indústrias farmacêuticas que podem fraccionar esta componente do sangue.

Enquanto esta questão não se resolver, o País é obrigado a pagar anualmente 70 milhões de euros pela aquisição deste produto ao estrangeiro.

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