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Correio da Manhã

Sociedade

Portugal perdeu 25 mil alunos num ano letivo

Matricularam-se no ano letivo passado 1,629 milhões, do Pré-Escolar ao ensino Secundário.
Bernardo Esteves 28 de Junho de 2019 às 08:55
Ensino
Sala de aula
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As escolas perderam quase 25 mil alunos no ano letivo de 2017/2018, face ao ano anterior, mantendo a tendência dos últimos anos provocada pela redução demográfica.

Os dados revelados esta quinta-feira pelo Ministério da Educação indicam também uma melhoria no nível de sucesso escolar dos alunos.

Segundo o relatório Estatísticas da Educação 2017/18, matricularam-se nas escolas, do Pré-Escolar ao Secundário, 1,629 milhões de alunos, numa quebra de 25 mil em apenas um ano.

Já o insucesso escolar registou uma redução, tendo melhorado as taxas de transição dos alunos. Entre 2015 e 2018, a percentagem de alunos do ensino Básico que passou de ano subiu de 92,1% para 94,9%. Já no ensino Secundário, houve um aumento de 83,4% para 86,1%.

Quanto às taxas de conclusão de ciclo, também progrediram de forma continuada, de 89,3% para 93,5%, no ensino Básico, e de 70,1% para 75,5%, no ensino Secundário.

Segundo o Ministério da Educação, a melhoria dos resultados também se registou nos anos em que habitualmente há mais reprovações, nomeadamente dos alunos dos 2º, 7º e 10º anos. Entre os estudantes destes anos de escolaridade, a taxa de retenção reduziu mais de 10 por cento no ano letivo 2017/2018, quando comparado com o ano anterior.

Segundo o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, "estes resultados espelham a prioridade que o Governo conferiu à melhoria das condições de aprendizagem de todas as crianças e jovens, ao longo da legislatura".

O ministro destaca "um conjunto de medidas concertadas, tais como o Programa de Promoção do Sucesso Escolar, o Apoio Tutorial Específico, a Redução do Número de Alunos por Turma, o reforço da Ação Social Escolar e do Desporto Escolar e a Autonomia e Flexibilidade curricular".

Ministro felicita professores, alunos e famílias
O ministro da Educação defendeu que com esta redução do insucesso escolar, Portugal "aproxima-se dos países da Europa com os quais nos queremos comparar".

Brandão Rodrigues felicitou "os docentes e os demais profissionais da educação, os alunos e as suas famílias" por resultados que "reduzem o lastro histórico de um insucesso escolar massivo, muito associado à reprodução de ciclos de pobreza".

Estado poupou 93 milhões com cortes nos colégios
A despesa do Estado desceu 93 milhões de euros desde 2015 com os cortes nos colégios com contrato de associação, revelou a Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE). Em 2015/16, o Estado gastava 135,5 milhões de euros no apoio aos colégios.

Já no próximo ano letivo, o valor gasto será de 42,8 milhões de euros. Este número representa um corte de oito milhões de euros face a 2018/2019, ano letivo em que foram gastos 50,9 milhões de euros.

PORMENORES 
Menos 101 turmas
No próximo ano letivo haverão menos 101 turmas financiadas por contratos de associação. O número de turmas apoiadas passa de 633 para 532.

Diminuição total de 1152
O corte total no número de turmas apoiadas foi de 1152 desde que o Governo iniciou a redução. Em 2015/2016, eram apoiadas 1 684 turmas, enquanto no próximo ano letivo este número desde para 532.

Norte mais atingido
Foi na região Norte que o Estado cortou mais turmas, de 547 em 2015 para apenas 34 no próximo ano letivo. É uma redução de 94 por cento. Os contratos de associação financiavam o ensino privado em zonas sem oferta pública, mas o crescimento das escolas públicas levou à sobreposição de oferta.
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