Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
2

“Português foi fácil”

Os alunos do 9º e 12º anos, que ontem iniciaram os exames nacionais do ano lectivo 2010/2011, consideraram fácil as provas de Português.
21 de Junho de 2011 às 00:30
Alunos à saída do exame do 9.º ano na Escola Infanta D. Maria, em Coimbra
Alunos à saída do exame do 9.º ano na Escola Infanta D. Maria, em Coimbra FOTO: Ricardo Almeida

Dos 85 532 que realizaram o exame do 9º ano, muitos consideraram mesmo que era mais acessível do que os testes feitos ao longo do ano. Na prova do 12º ano, na qual estavam inscritos mais de 78 mil alunos, a opinião era semelhante, apesar de reconhecerem algumas dificuldades na gramática.

Em Lisboa, na Escola Básica 2, 3 Nuno Gonçalves, a opinião dos alunos do 9º ano que realizaram a prova de Língua Portuguesa foi clara: "Era mais fácil do que muitos testes que foram feitos ao longo do ano lectivo".

"Foi fácil. Correu-me muito bem, apesar de não ter estudado muito para o exame", disse ao CM João Trindade, de 14 anos, para quem a prova foi "muito mais fácil do que os exames feitos ao longo do ano".

A mesma opinião tinha Tamára Dias, de 17 anos, quando saiu pelos portões da escola ao final da manhã. "Preparei-me bem, pois estudei durante vários dias. Acho que, com um pouco de concentração, dava para tirar uma boa nota", referiu a jovem aluna, que já pensa na prova de amanhã: "Matemática vai ser mais difícil. É a disciplina a que tenho mais dificuldades".

Em Coimbra, os alunos da Escola Infanta Dona Maria também falaram em facilidades. A maior preocupação agora é, tal como em Lisboa, a prova de Matemática. "Estes exames são uma habituação para os do 10º ano, porque não nos alteram quase nada as médias finais. Para o ano sim, serão mais complicados", referiu Joana Dias, de 15 anos.

Os alunos do 12º ano, já com o Ensino Superior em vista, também acharam acessível o primeiro exame da época. "Correu muito bem. Só não estava a espera de Álvaro de Campos, pois contava que saísse mais Saramago. Até porque estamos a assinalar um ano da sua morte", referiu Liliana Silva, aluna do 12º ano da Escola Secundária Virgílio Ferreira, em Lisboa.

João Candeias, aluno que frequenta a mesma escola, espera uma boa classificação no teste. "Gostei que o exame estivesse mais virado para a capacidade de interpretação dos alunos do que para a capacidade de memória. Estou a contar com uma boa nota", rematou.

ALUNOS IAM BEM PREPARADOS

Os alunos do 9º ano da Escola Básica 2,3 Dr. Leonardo Coimbra, no Porto, que realizaram o exame de Língua Portuguesa, consideraram a prova muito acessível. O facto de estarem bem preparados, com o auxílio dos professores, ajudou. "Os professores nas aulas prepararam-nos bem e isso foi muito importante", disse ao CM Raquel Cruz. Confiantes em bons resultados, os estudantes já só pensam no próximo exame, Matemática, que se realiza amanhã.

PROFESSORES SATISFEITOS

A Associação de Professores de Português (APP) faz um balanço "positivo" das provas de exame de Língua Portuguesa realizadas ontem pelos alunos do 9º e 12º anos. Para a APP, apenas um aspecto mereceu um reparo menos positivo, no exame do secundário, no qual estavam inscritos mais de 78 mil estudantes: "No primeiro grupo a questão 4 não era tão objectiva quanto as anteriores, conduzindo o aluno a uma interpretação mais ‘pessoal’", referiu a associação. No parecer, a APP acrescenta que "o primeiro grupo de questões apresentava um poema de um dos heterónimos de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, e as perguntas feitas aos alunos pretendiam avaliar a sua capacidade de compreender o texto". A APP considera que o enunciado estava "de acordo com os conteúdos programáticos seleccionados pela tutela como objecto de avaliação e que se restringem apenas a um ano de escolaridade".

Relativamente ao exame do 9º ano, a APP faz um balanço "muito positivo", uma vez que "o enunciado e os critérios da prova não apresentam formulações incorrectas ou erros científicos e estão de acordo com os conhecimentos e competências exigidas". A APP manifestou satisfação por o Ministério da Educação ter disponibilizado rapidamente as suas propostas oficiais de correcção, via internet.

NOVO MINISTO "NÃO ALTERA NADA"

Quando se está a conhecer a nova equipa governamental, liderada por Pedro Passos Coelho, Mário Tavares, aluno da Escola Secundária Virgílio Ferreira, Lisboa, considera que o novo ministro da Educação, Nuno Crato, não vai alterar nada no ensino. "Não acredito que o novo ministro da Educação consiga alterar os níveis de dificuldade. Acho que vão continuar a ser fáceis", afirmou ao CM Mário Tavares, de 18 anos, que pretende tirar o curso de Psicologia.

PROVA EXAME PORTUGUÊS ENSINO ESCOLAS
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)