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Correio da Manhã

Sociedade
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Portugueses consomem antidepressivos em excesso

Portugal vai ter nos próximos anos, durante três a quatro anos, a falta de médicos de família.
27 de Março de 2014 às 18:10
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, quer combater o problema da falta de médicos de família
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, quer combater o problema da falta de médicos de família FOTO: Pedro Nunes/Lusa

Os portugueses consomem medicamentos em excesso, em particular antidepressivos e antibióticos. Por mês são vendidos em Portugal 20 milhões de embalagens de remédios. Em 2013 foram vendidas mais sete milhões do que no ano anterior, segundo o ministro da Saúde, Paulo Macedo.

Falando na Comissão Parlamentar de Saúde, Paulo Macedo referiu que o "consumo excessivo de medicamentos" constitui um problema de saúde pública. "Não é normal este consumo excessivo de medicamentos", sublinhou o governante.

O psiquiatra Caldas de Almeida afirmou ao CM ser "provável" que a crise económica "possa contribuir" para o problema.

"A crise não é a única explicação porque o aumento do consumo de antidepressivos começou antes da crise económica, mas poderá ter agravado o problema", frisou Caldas de Almeida. Segundo o especialista, Portugal é dos países europeus onde as pessoas mais tomam antidepressivos, em especial as mulheres. Outro problema mencionado por Paulo Macedo reporta-se à falta de médicos de família, o que irá acontecer nos próximos anos durante "um período de três a quatro anos", devido à saída para a reforma de clínicos.

Apontou, assim, como solução "a contratação de médicos estrangeiros", de reformados e aumentar as listas de utentes, em particular nos casos em que os médicos têm menos de 1900 utentes.

Deficiente com consultas ao domicílio

A mulher que tem empurrado a cadeira de rodas da filha deficiente para a levar a consultas no centro de saúde mais próximo vai passar a dispor de assistência médica ao domicílio. A garantia foi dada ontem pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo. Ao CM, Ofélia Marques afirma que "é uma boa solução, dentro do que é possível". "Seria melhor se a extensão de saúde de Vaqueiros, em Santarém, estivesse aberta", referiu.

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