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Correio da Manhã

Sociedade

Pós-doutoramentos transformam-se em contratos de trabalho

O ministro da Ciência e Tecnologia afirmou esta terça-feira, no Parlamento, que as bolsas de pós-doutoramento vão “desaparecer gradualmente” até ao final da legislatura e transformar-se em contratos de trabalho.
6 de Abril de 2010 às 21:31
Mariano Gago, ministro do Ensino Superior
Mariano Gago, ministro do Ensino Superior FOTO: João Cortesão / Correio da Manhã

Na Comissão de Ciência e Tecnologia, Mariano Gago garantiu que as condições de trabalho para os bolseiros são uma “preocupação central” e que “têm de ser equilibradas com os recursos existentes e a vontade de muitos quererem ser investigadores”.

Questionado sobre a meta de mil doutorados contratados, Mariano Gago respondeu ter sido ultrapassada e fixada nos 1209 dada a “qualidade de muitos candidatos”. 

Quanto à acreditação de cursos, o ministro adiantou que a Agência para Avaliação e Acreditação do Ensino Superior prevê a redução de cerca de 650 cursos, num total de 4900 actualmente existentes. Os primeiros dados de pedidos de acreditação dão conta de 3800 pedidos.

Esta redução é considerada por Mariano Gago como “positiva” e referiu que “na sequência da continuidade da defesa dos alunos, por princípio de precaução” poderão ser encerrados cursos.

 

Já no que se refere aos atrasos registados na atribuição das bolsas de acção social, o ministro do Ensino Superior avançou que vai ser uniformizada no próximo ano lectivo. Mariano Gago explicou que trabalhou e responsabilizou do ponto de vista processual com as instituições, “mas há problemas difíceis e regras técnicas dispersas e autónomas”. Por isso vai passar a haver uma “uniformização das regras técnicas” e um plano feito com as instituições do Ensino Superior, com o objectivo de definir prazos para primeiras bolsas e renovações.

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