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Correio da Manhã

Sociedade

Potencial de efeito de estufa desceu 1,8% em 2012

Todos os indicadores ambientais desceram entre 1995 e 2012.
17 de Outubro de 2014 às 15:23
A indústria aparecia em primeiro lugar no potencial de formação de ozono
A indústria aparecia em primeiro lugar no potencial de formação de ozono FOTO: Stringer/Reuters

O potencial de efeito de estufa diminuiu 1,8% em 2012, enquanto o valor acrescentado bruto, relacionado com a riqueza produzida pelo país, registou uma queda mais acentuada, de 2,6%, segundo dados do INE.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou as Contas das Emissões Atmosféricas, que analisam as implicações ambientais da atividade económica do país e relacionam estes indicadores com as Contas Nacionais.

Todos os indicadores ambientais (efeito de estufa, acidificação e formação de ozono troposférico) desceram entre 1995 e 2012, enquanto o Valor Acrescentado Bruto (VAB) aumentou.

O potencial efeito de estufa subiu até 2005, seguindo a evolução do VAB, enquanto entre 2006 e 2011 desceu, embora o VAB tenha crescido até 2011, uma dissociação entre a atividade económica e este indicador ambiental que é realçada pelo INE.

"Em 2009 e 2011, as emissões de gases com efeito de estufa reduziram-se mais do que o VAB, contrariamente ao que sucedeu em 2012", aponta.

Emissões dependentes dos métodos

O nível de emissões está muito dependente dos métodos e materiais utilizados no setor da energia, água e saneamento, que tem o maior peso relativo, ao representar cerca de 30% do total das emissões causadoras do potencial efeito de estufa no período 1995 a 2012.

A fonte hídrica para produção de eletricidade, fortemente condicionada pela pluviosidade, "tem um peso significativo" e 2012 foi o primeiro ano em que foi ultrapassada pela produção de energia eólica, o que teve influência nas emissões.

Em 2012, os principais responsáveis pelas emissões de gases com efeito de estufa foram, além da energia, água e saneamento, com 31,8%, a indústria, com 23,8%, e as famílias, com 19%. Já entre 1995 e 2012 a indústria reduziu o seu peso e as famílias aumentaram-no.

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