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Correio da Manhã

Sociedade
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Praias de Espinho fecham após reações alérgicas

Foram assistidas no hospital oito crianças com sintomas em todo o corpo depois de irem ao mar.
Paulo Jorge Duarte 26 de Agosto de 2021 às 08:49
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Praias de Espinho fecham após reações alérgicas
Oito crianças, com idades entre os sete e os dez anos, tiveram esta quarta-feira reações alérgicas na pele - em todo o corpo -, depois de irem ao mar, em Espinho. Por esse motivo, a extensão da costa onde foram a banhos, entre as praias da Baía e da 37, foi interditada por decisão dos Serviços de Proteção Civil da autarquia.

Os jovens, integrados num centro de ocupação de tempos livres de S. João da Madeira, foram assistidos, com sintomas de irritação cutânea, pelos nadadores-salvadores da SafetyNor - Associação de Socorro e Apoio Marítimo. “Estava no mar, a dar uma aula de paddle surf, quando nos apercebemos do aparato na praia com bombeiros e Polícia Marítima. Mandaram-nos sair do mar e disseram que haveria uma bactéria na água”, contou, ao CM, Nuno Capela, instrutor de surf. “Não sou especialista, deixo isso para a investigação, mas há várias semanas que detetei grandes quantidades de algas junto à costa do lado norte, já em Gaia”, acrescentou.

As vítimas foram assistidas e levadas pelos bombeiros de Espinho e da Aguda para o hospital de Gaia. A equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Gaia foi acionada. A Polícia Marítima do Porto esteve no local. E a Agência Portuguesa do Ambiente investiga agora o que causou as reações alérgicas na pele das crianças. As praias da Baía e da 37 vão ficar interditadas a banhos por tempo indeterminado.

“Há vários rios com águas residuais que desaguam no mar”
Além das oito crianças, outros banhistas têm apresentado, nos últimos dias, sintomas de irritação na pele depois de mergulharem no mar, na praia da Baía. Duas horas antes do alerta para o grupo de jovens, uma outra criança sofreu o mesmo tipo de reação. Na véspera, na praia da 37, um adulto também foi afetado pelo mesmo problema. “Há vários rios com águas residuais que desaguam nestas praias”, sublinhou ao CM Nuno Capela, instrutor de surf.
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