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Correio da Manhã

Sociedade
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Prémio Nobel da Química de 2019 para trio que criou baterias de lítio

Premiada tecnologia usada em telemóveis, portáteis e carros.
Bernardo Esteves 10 de Outubro de 2019 às 08:43
Akira Yoshino,  de 71 anos
Stanley Whittingham, de 78
John Goodenough, de 97 anos
Akira Yoshino,  de 71 anos
Stanley Whittingham, de 78
John Goodenough, de 97 anos
Akira Yoshino,  de 71 anos
Stanley Whittingham, de 78
John Goodenough, de 97 anos
O Prémio Nobel da Química de 2019 foi esta quarta-feira atribuído a John Goodenough, Stanley Whittingham e Akira Yoshino pelo "desenvolvimento de baterias de iões de lítio". Os três vão dividir o prémio de 871 mil euros da Academia Real de Ciências da Suécia.

A investigação sobre esta matéria começou nos anos 70 do século passado, mas o trio de cientistas nunca trabalhou junto.

Cada um deles deu contributos importantes para a tecnologia utilizada atualmente no quotidiano em telemóveis, computadores portáteis ou automóveis.

O norte-americano John Goodenough, de 97 anos, tornou-se o Prémio Nobel mais velho da história. Foi ele quem, nos anos 1980, conseguiu gerar baterias mais eficientes e que duram mais tempo.

Antes, no início da década de 1970, na sequência da crise do petróleo, o britânico-norte-americano Stanley Whittingham tentava soluções não dependentes de combustíveis fósseis e descobriu o material certo (lítio) rico em energia.

Já o japonês Akira Yoshino conseguiu, em 1985, eliminar o lítio puro das baterias, baseando-as totalmente em iões de lítio e tornando-as comercialmente viáveis. "As baterias de iões de lítio revolucionaram as nossas vidas desde 1991.

Criaram uma sociedade sem fios, livre de combustíveis fósseis, e são um dos maiores benefícios para a humanidade", defendeu o Comité do Nobel.
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