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Correio da Manhã

Sociedade
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Preservativos nas escolas para jovens

A existência de máquinas de venda de preservativos nas escolas foi ontem defendida em Lisboa pelo responsável pela Coordenação Nacional para a Infecção do VIH/sida.
27 de Novembro de 2008 às 00:30
A ministra Ana Jorge e o coordenador Henrique de Barros defendem a prevenção da infecção do vírus da sida
A ministra Ana Jorge e o coordenador Henrique de Barros defendem a prevenção da infecção do vírus da sida FOTO: João Miguel Rodrigues

Henrique de Barros, coordenador daquela entidade tutelada pelo Ministério da Saúde, defendeu a presença de máquinas de venda de preservativos nas escolas no final da segunda reunião do Conselho Nacional para a Infecção VIH/sida. "Sim, concordo que devam existir essas máquinas nas escolas, porque a aposta deve continuar a ser a prevenção."

Além de defender o acesso aos preservativos nos estabelecimentos de ensino, Henrique de Barros considerou que a educação sexual deve ser incluída nos programas escolares. "Tem de haver educação sexual nas escolas e essa educação deve ser feita de acordo com as capacidades de entendimento dos jovens e que seja feita consoante a idade dos jovens de maneira a que entendam os riscos."

O responsável pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida disse ainda que o número de testes de despistagem do vírus aumentou durante o ano de 2008. "O número de testes aumentou para o dobro. Este ano foram realizados trinta mil testes, feitos de forma voluntária, e um milhão de testes feitos em todas as unidades de saúde. Este número inclui os testes feitos a todas as grávidas."

Segundo Henrique de Barros, em 2008 foram diagnosticadas com a infecção do vírus da sida (VIH) cerca de duas mil pessoas. O responsável considerou que o aumento da incidência dos casos de infecção por VIH no grupo dos heterossexuais se deve não tanto a haver mais casos de infecção entre os heterossexuais mas sim a uma redução da infecção nos outros grupos, designadamente dos toxicodependentes que usam drogas injectáveis. A ministra da Saúde, Ana Jorge, referiu que o número de casos referenciados também aumentou este ano.

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CÓDIGO E CONDUTA

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