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Correio da Manhã

Sociedade
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Presidente da República quer colocar diáspora como "prioridade global" dos portugueses

Chefe de Estado explicou que este é o desafio que o "preocupa mais" e para o qual não tem encontrado "solução".
Lusa 13 de Julho de 2019 às 12:49
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
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Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
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Marcelo Rebelo de Sousa
O Presidente da República apontou este sábado como "grande desafio" do país colocar a diáspora como "prioridade global" dos residentes em território nacional, porque a presença dos portugueses "no mundo" é uma das razões pelas quais eles "são muito bons".

"Há aqui uma luta cultural que é um desafio para a diáspora também: explicar aos portugueses que somos muito bons e que uma das razões para isso tem a ver com a nossa presença no mundo", disse Marcelo Rebelo de Sousa no Porto, na abertura do I Congresso Mundial de Redes da Diáspora Portuguesa.

O chefe de Estado explicou que este é o desafio que o "preocupa mais" e para o qual não tem encontrado "solução", porque para os portugueses residentes em Portugal a emigração é um "problema e vivência pessoal, mas não uma prioridade global".

"Não havendo uma família em Portugal que não viva diariamente esta diáspora, no dia a dia os portugueses que vivem em Portugal acham isso tão natural que o problema não é uma prioridade para eles a nível nacional", explicou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República defendeu, por isso, a importância de "fazer entender aos 10 milhões [de portugueses] que vivem aqui [em território nacional] que é de um valor nacional incalculável somar mais 10 ou 12 ou oito milhões que, lá fora, são essenciais para o que todo o mundo pensa sobre Portugal".

Para o chefe de Estado, "a saúde, a segurança ou a economia" são uma "prioridade" nas preocupações dos portugueses, mas tal não acontece relativamente às comunidades portuguesas no mundo.

"Mas é uma preocupação nacional e não só por corresponder a desígnio nacional. Podia ser assumida por cada um porque tem a ver com a sua vida no passado, presente ou futuro, mas é uma prioridade pessoal, não global", afirmou.

De acordo com o chefe de Estado, a emigração é considerada em Portugal "tão natural como respirar", mas deve ser alvo de "atenção", porque é "muito importante" para o país.

"Temos, na história, a vocação de ser plataforma entre continentes e oceanos. Somos dos melhores do mundo nisso. Todos os dias, em todo mundo, portugueses são capazes de estabelecer pontes e fazer diálogo", frisou.

Marcelo Rebelo de Sousa apontou ainda outro "grande desafio" quanto aos portugueses espalhados por 178 países. É preciso "cruzar" as várias emigrações portuguesas, "na medida do possível, para que se não queixe a geração mais antiga, a intermédia ou a mais nova".

O Presidente da República notou estarem em causa "comunidades" e "realidades" diferentes, que fazem surgir o "grande desafio" de saber como "fazer cruzar estas gerações e estas comunidades, que são uma só mas vivem em tempos, modos, linguagens e preocupações diferentes".
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