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Correio da Manhã

Sociedade
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Previsões do impacto económico do coronavírus na Europa apresentadas hoje

Previsões Económicas da Primavera são as primeiras projeções sobre potencial impacto da pandemia da covid-19 na economia europeia.
Lusa 6 de Maio de 2020 às 07:36
Impacto económico do coronavírus
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A Comissão Europeia apresenta hoje as Previsões Económicas da Primavera, as suas primeiras projeções sobre o potencial impacto da pandemia da covid-19 na economia europeia, em risco de conhecer uma contração sem precedentes.

As previsões macroeconómicas do executivo comunitário, com vários indicadores para cada Estado-membro, deverão servir também como referência para as decisões que vierem a ser adotadas sobre a distribuição de apoios aos 27 no quadro do plano de recuperação que a Comissão apresentará em breve, e que terá em conta o impacto da pandemia em cada país.

As anteriores previsões, de inverno, foram publicadas em 13 de fevereiro, numa altura em que o novo coronavírus parecia um problema sobretudo da China, o que levou Bruxelas a manter a projeção de crescimento da economia da zona euro em 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) tanto este ano como em 2021, cenário que mudou radicalmente desde então, estimando-se agora que a zona euro conheça uma contração bem acima daquela verificada no auge da anterior crise financeira (-4,5%, em 2009).

A referência, para já, a nível de previsões é o 'Fiscal Monitor' divulgado em 14 de abril pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que antecipa uma recessão de 7,5% na zona euro e de 7,1% no conjunto da União Europeia, como resultado do que já batizou como "Grande Confinamento". Relativamente a Portugal, o FMI antecipa uma contração de 8% no conjunto do ano.

Tanto o vice-presidente executivo da Comissão responsável por "Uma Economia ao Serviço das Pessoas", Valdis Dombrovskis, como o comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, já adiantaram que as projeções de Bruxelas relativamente à contração do PIB europeu estão em linha com as do FMI, e recentemente a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, advertiu os líderes da UE que, no pior cenário, a recessão pode ser ainda pior, nada menos do que 15%, designadamente se a resposta europeia não for apropriada.

Particularmente sombrias deverão ser também as projeções relativamente ao desemprego, como resultado da paralisação de grande parte da economia europeia devido ao confinamento instaurado para conter a propagação da covid-19, sendo de esperar um novo 'pico' neste indicador, depois dos níveis mínimos históricos verificados nos últimos meses.

As previsões macroeconómicas da Comissão Europeia serão apresentadas pelo comissário Gentiloni às 11:00 de Bruxelas, 10:00 de Lisboa.

ACC (ANE/JE) // CSJ

Lusa/fim

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