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Correio da Manhã

Sociedade
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Primeiro filho cada vez mais tarde

A insegurança financeira adia a maternidade
28 de Maio de 2013 às 13:13

As razões económicas estão a levar os portugueses a adiar o nascimento do primeiro filho, aproximando-se assim do perfil dos países do sul da europa, afirmou, esta terça-feira, Vanessa Cunha, investigadora do Instituto de Ciências (ICS) da Universidade de Lisboa.

A sociedade portuguesa caracterizava-se por dois traços “interessantes” pois "não tinha um adiamento tão grande do primeiro [filho] mas tinha um adiamento mais intenso do segundo, explicou a investigadora.

Esta é uma primeira constatação do projecto 'A intenção de ter crianças e o adiamento em tempos de incerteza', a decorrer até 2014 e que vai ajudar a compreender o "duplo adiamento".

O estudo, realizado em parceria com o centro de investigação da Universidade de Évora, refere também que Portugal "é dos países da Europa com incidência mais elevada de filhos únicos”.

A investigadora do ICS referiu que os períodos recessivos, com problemas no mercado de trabalho e desemprego, "são desfavoráveis à natalidade", no entanto, nos países em que "a almofada" dos apoios sociais não desaparece, as dúvidas são menores.

O grande número de requisitos actualmente considerados fundamentais para ter um filho, além da vertente económica, incluindo também alguma segurança no trabalho ou nas próprias relações conjugais, são fatores de ponderação, que têm levado a um adiamento do nascimento em Portugal.

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