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Primeiros carros autónomos em testes na CREL

Ensaios põem à prova uma tecnologia de comunicação entre veículo e infraestrutura e ainda entre automóveis.

15 de outubro de 2018 às 19:45

Arrancaram esta segunda-feira na A9-CREL os primeiros testes a carros autónomos nas estradas portuguesas. Os ensaios põem à prova uma tecnologia de comunicação entre veículo e infraestrutura e ainda entre automóveis. Os testes começaram apenas com um carro autónomo, mas tiveram de ser suspensos temporariamente durante a tarde após o primeiro percurso, depois do automóvel ter ficado sem bateria.

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Primeiros carros autónomos em testes na CREL

Durante quatro dias, três veículos, dois autónomos e um conectado, vão circular entre o trânsito nas horas de menor tráfego (10h00-12h30 e 14h00-16h00), numa via reservada em cada sentido, na CREL, entre a Radial de Odivelas e a Pontinha. Os carros autónomos vão percorrer sete quilómetros, "numa formação que está a funcionar como uma ‘bolha’, onde o carro segue cercado por veículos da GNR", explicou o presidente da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária, Jorge Jacob.

O carro só vai assumir a sua função autónoma em zonas determinadas do percurso e após a ordem do condutor. Os carros que chegaram de Espanha, pelo Centro Tecnológico Automóvel da Galiza, circulam em grau de automação três, numa escala de zero a cinco. Os veículos conseguem seguir um trajeto mas requerem a presença de um condutor, circulando em conformidade com a legislação portuguesa. Um outro carro estará conectado com os restantes dois, através de uma tecnologia que está a ser desenvolvida pelo Centro de Tecnologia e Desenvolvimento de Braga da Bosch. 

A Autoridade de Segurança Rodoviária assume que será necessária uma mudança na legislação e prevê que a alteração coincida com o aparecimento dos primeiros carros verdadeiramente autónomos. "Acreditamos que os veículos autónomos podem vir a ser uma ferramenta, mas não a única ferramenta de mobilidade", afirma Pedro Serra, engenheiro no Instituto Pedro Nunes, da Universidade de Coimbra.

Ao longo dos próximos dias, os ensaios vão criar diferentes obstáculos às viaturas. "As mensagens geradas, que não são mensagens reais, servem para obrigar o veículo a assumir um certo comportamento, que depois testamos", explica Pedro Serra.

"Queremos provar como a conectividade pode beneficiar a introdução dos veículos autónomos nas infraestruturas, assim como estudar a regulação existente", especifica. Para a Brisa, que cedeu o ‘palco’ para os ensaios e a tecnologia associada, o impacto estuda-se "no ponto de vista da segurança rodoviária, pela ausência de emoções nas reações automáticas, mas poderá ter também um papel importante no descongestionamento do tráfego", acredita Franco Caruso, relações públicas da empresa.

Esta experiência faz parte de um projeto europeu, AUTOC-ITS, que alia Portugal, Espanha e França. Estes são os primeiros ensaios em via. 

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