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Correio da Manhã

Sociedade
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Primeiros sintomas de um linfoma são confundidos com gripe

Todos os anos são detetados 1700 novos casos de linfoma em Portugal. Número tem vindo a aumentar.
Elsa Custódio e Rogério Chambel 22 de Setembro de 2019 às 01:30
Dores
Linfoma
Sintomas de gripe
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Sintomas de gripe
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Linfoma
Sintomas de gripe
O linfoma é uma doença maligna do sangue que se desenvolve no sistema linfático e se caracteriza pela multiplicação anormal de linfócitos (tipo de glóbulos brancos que têm como função a defesa do organismo contra agentes exteriores como os vírus e as bactérias) e que se acumulam nos gânglios, levando à formação de massas.

A médica hematologista Cátia Lino Gaspar explica que existem vários tipos de linfomas, que podem ter um comportamento mais agressivo e agudo ou mais crónico.

A hematologista explica ainda que os primeiros sintomas podem facilmente ser confundidos com uma gripe e por isso é comum os doentes desvalorizarem a situação.

"Chegar ao final do dia com cansaço, a ocorrência de suores noturnos e alguma perda de peso" são alguns dos principais sintomas que aparecem numa fase inicial do linfoma.

Em Portugal são descobertos todos os anos 1700 novos casos. Nos últimos anos verifica-se uma tendência para o aumento de casos, o que segundo a médica hematologista Cátia Lino Gaspar também está relacionada com os novos hábitos de vida que a população ao nível mundial tem vindo a adotar e que têm tido reflexos ao nível da saúde.

Embora não sejam conhecidas as causas que estão na origem do linfoma, o contacto com pesticidas ou viver junto de fábricas de energia nuclear são alguns dos fatores que "podem aumentar a predisposição de desenvolvimento do linfoma".

Predisposição ao linfoma de hodgkin
Homens e mulheres têm a mesma predisposição no que se refere aos linfomas de Hodgkin. Existem neste caso dois picos de incidência na idade: jovens e pessoas acima dos 60 anos.

Onde se formam as massas
A formação de massas pode ocorrer em qualquer parte do corpo, no entanto existem algumas zonas onde estas podem ser mais facilmente identificadas, como as axilas, pescoço e virilhas.

Hereditariedade não é causa do linfoma
Esta doença não tem origem no fator hereditário. De acordo com os especialistas, há casos em que várias pessoas da mesma família têm esta doença, mas desconhece-se a razão.

Tratamento
Após a quimioterapia, os doentes ficam mais fragilizados e por isso tornam-se mais suscetíveis a infeções o que é justificado pelos efeitos tóxicos desta terapia.

É aconselhado um resguardo maior destas pessoas no contacto com terceiros, diz a médica Cátia Lino Gaspar.

Conselho da semana
A médica hematologista Cátia Lino Gaspar explica que novas tendências de estilo de vida também têm reflexos na Saúde, e por isso alerta para a necessidade da adoção de hábitos de vida saudáveis, nomeadamente ao nível da alimentação, do desporto e no consumo regrado de bebidas alcoólicas (um copo de vinho apenas a uma das refeições) como medidas importantes de prevenção.

Cátia Lino Gaspar Hematologista na CUF Descobertas
"Não fumar nem beber álcool"
CM: Quais são as causas do linfoma?
Cátia Lino Gaspar– Sabemos que o contacto com pesticidas e viver junto a sedes de fábricas de energia nuclear pode aumentar a predisposição ao desenvolvimento do linfoma, daí a dizer que tenha sido o mandatário do linfoma é complicado.

CM: Há alguma forma de prevenir o aparecimento do linfoma?
Os hábitos de vida saudáveis, não fumar e consumir bebidas alcoólicas de forma regrada, o exercício físico, a alimentação saudável. São coisas muito no âmbito do conhecimento geral.

CM: Existe tratamento para o linfoma?
De acordo com cada tipo de linfoma, o tratamento passa por fazer quimioterapia adequada a cada doente.
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