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Primeiros testes negativos dão esperança no surto de hantavírus

Tripulante de voo de mulher que morreu em Joanesburgo e casal de passageiros do 'MV Hondius' testaram negativo.

09 de maio de 2026 às 01:30

É já este domingo que o ‘MV Hondius’, o cruzeiro onde se iniciou o surto da hantavírus, chega a Tenerife, nas Canárias. Quando atracar na ilha espanhola (por volta das 12h00, hora local, 11h00 em Lisboa), o navio será colocado numa zona isolada que está a ser preparada para a ocasião. Os passageiros e tripulantes do ‘MV Hondius’ serão avaliadas na embarcação e sem contacto com a população local. As 149 pessoas a bordo são de 23 países diferentes, para onde serão repatriadas (no caso dos cidadãos espanhóis, vão ser transferidos para um hospital em Madrid, onde vão fazer quarentena obrigatória).

Estando a lidar com a estirpe dos Andes do hantavírus (a única transmissível entre humanos), todo o cuidado é pouco. Mas, na sexta-feira, chegaram notícias que parecem, para já, ser positivas e um indicador de que pode não haver um contágio global. A tripulante de cabina da KLM, que contactou com uma das pessoas que morreu, testou negativo ao hantavírus. A cidadã neerlandesa tinha sido transferida para um hospital dos Países Baixos após apresentar sintomas. O mesmo aconteceu com dois cidadãos, de 65 e 67 anos, naturais de Singapura, que tinham embarcado no cruzeiro, tendo saído na ilha de Santa Helena juntamente com outros passageiros. . Ambos testaram negativo mas, ainda assim, vão fazer uma quarentena de 30 dias.

A transmissão de hantavírus entre humanos não é fácil e requer contacto próximo – algo que não terá acontecido entre estes três testes negativos e a mulher que morreu, uma vez que esteve pouco tempo no avião.

Testes negativos são tidos como esperança de que surto não será global

Em sentido contrário, o Reino Unido anunciou ontem a existência de mais um caso suspeito de infeção por hantavírus. Trata-se de um residente na remota ilha de Tristão da Cunha, localizada no sul do Oceano Atlântico, a que pertence a ilha de Santa Helena. Segundo as autoridades do Reino Unido, havia quatro cidadãos de Tristão da Cunha no ‘MV Hondius’.

Esta sexta-feira, Espanha confirmou um caso suspeito de infeção. É o de uma mulher de Alicante, que viajou no voo da KLM da tripulante que testou negativo. Segundo o secretário de Estado da Saúde espanhol, Javier Padilla, a mulher está em isolamento

Até agora, todos os casos estão, direta ou indiretamente, relacionados com o ‘MV Hondius’ e com o voo entre Santa Helena e Joanesburgo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que o risco para a população global é “baixo”.

Nenhum passageiro para Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) não tem conhecimento de qualquer passageiro do 'MV Hondius' que queira vir para Portugal, com o repatriamento a ser feito para os países onde vivem. A única pessoa com nacionalidade portuguesa a bordo, reforçou a DGS, não vive no País. Trata-se de um homem, tripulante do navio, que reside no Reino Unido e tem origem indiana.

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