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Correio da Manhã

Sociedade
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Professora que falava de sexo vai ser julgada

O Tribunal Judicial de Espinho anunciou esta quarta-feira que a professora de Espinho acusada de manter conversas impróprias nas aulas vai ser julgada, mas pais da aluna envolvida no processo não querem de "linchamento público".

5 de Janeiro de 2011 às 20:07
A professora Josefina Rocha vai mesmo ser julgada
A professora Josefina Rocha vai mesmo ser julgada FOTO: d.r.

O caso ocorreu em Maio de 2009 na Escola EB 2/3 Sá Couto, em Espinho, envolvendo a docente de História Josefina Rocha, e duas alunas do 7.º  ano, uma delas Telma Morais, então com 12 anos.

Os pais da jovem instauraram um processo a Josefina Rocha, acusando-a de ofensas e ameaças à filha, mas o advogado de ambos, Oliveira de Almeida,  esclareceu a situação, hoje, à saída do tribunal: "Os meus clientes não  pretendem o linchamento público da senhora. Querem é que as coisas não sejam esquecidas nem passem em claro".

Pouco antes, o juiz reconhecera que existem "indícios fortes das ocorrências  relatadas" pelos pais de Telma Morais e que esses aspectos apontam no sentido da "provável condenação da arguida".

Oliveira de Almeida declarou, contudo, que o futuro julgamento de Josefina  Rocha "não é o processo principal" no contexto relativo ao que se passou na Escola Sá Couto, já que "no Ministério da Educação é que se podem tomar  decisões importantes para o futuro".

Josefina Rocha esteve suspensa 180 dias das suas funções lectivas, sem  vencimento, mas o advogado considerou que "o que se passou em termos de sanções da DREN (Direcção Regional de Educação do Norte) ainda não é suficiente". "O processo (laboral) ainda não está findo. Creio que há recursos da senhora na sequência da suspensão da sua actividade", observou.

O caso foi tornado público graças à divulgação de um vídeo em que alunos  de Josefina Rocha a gravaram em conversas de teor sexual durante uma aula,  mas Oliveira de Almeida adiantou que "esses vídeos não podem ser usados  como prova no julgamento".

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