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Correio da Manhã

Sociedade
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Professores arrependidos de ter escolhido a profissão

Mais de um terço dos docentes diz que não voltava a escolher a educação.
Bernardo Esteves 27 de Setembro de 2019 às 01:30
Professor
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Mais de um terço dos professores em Portugal (35,2%) diz que se pudesse voltar atrás não voltaria a escolher a profissão docente.

Na União Europeia apenas 22% dos docentes revela o mesmo arrependimento pela escolha da profissão. Os dados constam no Monitor da Educação e da Formação de 2019, quinta-feira divulgado pela Comissão Europeia, e são relativos ao estudo Talis de 2018, que inquiriu 260 mil docentes em mais de 40 países.

Paradoxalmente, 92,1% dos docentes diz estar satisfeito com a profissão (89,5% na UE), mas dizem sentir-se pouco valorizados pela sociedade.

O envelhecimento dos professores é um dos principais problemas apontados pela CE. "Os professores estão satisfeitos com o seu trabalho, mas subsistem desafios como o envelhecimento da população docente", refere o documento da CE.

Em Portugal, 47% da classe tem 50 anos ou mais, pelo que metade da classe terá de ser renovada na próxima década.

O documento da CE aponta ainda a "falta de investimento em infraestruturas", com carências no pré-escolar nas áreas metropolitanas.

Problemas que têm sido atenuados são as disparidades regionais nos resultados escolares, a percentagem de alunos retidos e o abandono escolar.

A falta de mão de obra em novas tecnologias e baixa frequência no ensino de adultos são outros défices apontados.
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