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Correio da Manhã

Sociedade
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Professores descontentes com colocações juntam-se à porta do Ministério

Os professores que se consideram lesados pelas colocações determinadas na segunda bolsa de recrutamento juntam-se hoje frente às instalações do Ministério da Educação e Ciência, numa manifestação que o ministro diz não ter "razão de ser".
23 de Setembro de 2011 às 08:14
professores sem colocação, Nuno Crato, protesto, Ministério da Educação
professores sem colocação, Nuno Crato, protesto, Ministério da Educação FOTO: Mariline Alves

O protesto marcado pela Federação Nacional dos Professores (FENPROF)  tem início às 15h00, frente ao edifício do ministério na avenida 5 de Outubro,  em Lisboa.  

A estrutura sindical liderada por Mário Nogueira insiste que o ministério  "mentiu" quando na quarta-feira garantiu não ser da sua responsabilidade  a confusão em torno das últimas colocações de professores, mas uma consequência  directa dos pedidos feitos pelas escolas.  

O ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou ontem, quinta-feira, que esta  manifestação "não tem razão de ser", mas mostrou-se disponível para se reunir  com os professores.   

Acusações

As escolas, diz a FENPROF, foram "impedidas de lançar colocações anuais"  ou, se o fizeram, "o pedido foi alterado".  

Candidatos mais graduados que concorrem a lugares anuais e se encontravam  no topo da lista acabaram por ser ultrapassados por outros em posições inferiores,  segundo os sindicatos.  

Depois de o Governo ter dito que um mês é a duração mínima dos contratos  e que estes correspondem às necessidades apresentadas pelas escolas, os  directores dos agrupamentos refutaram que apenas era permitida a opção "temporário"  na plataforma informática, quando antes podiam identificar o período necessário. 

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