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Correio da Manhã

Sociedade

Professores deslocados disparam baixas

Docentes do quadro colocados a centenas de quilómetros optam por meter atestado médico
Bernardo Esteves 29 de Setembro de 2017 às 01:30
Protesto no Porto há um mês: Ministério só pôs a concurso horários completos, prejudicando docentes mais experientes
Professores contestam concurso de colocação
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Centenas de professores dos quadros que este ano foram colocados mais longe de casa, por causa das alterações feitas pelo Ministério da Educação (ME) ao concurso de mobilidade interna, estão a meter baixa médica, obrigando as escolas a contratar docentes substitutos.

"Os professores estão exaustos e ficam doentes e impossibilitados de trabalhar. Têm família, muitos com 2 ou 3 filhos, e não têm condições para fazer 300 quilómetros por dia", disse ao CM Mariana Lopes, do movimento ‘Luta por um concurso mais justo’, acrescentando: "O ME queria poupar uns tostões mas a fatura vai ser caríssima".

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, também confirma que estas professores "estão a passar um mau bocado, até em termos intelectuais e mentais, e por isso recorrem a atestados médicos".

"Não posso dizer que são falsos, uma vez que o atestado aplica-se quando há constrangimento físico, psicológico e social ", afirma Filinto Lima, frisando que esta situação "obriga as escolas a contratar outros professores, o que demora sempre algum tempo, ficando os alunos entretanto sem aulas, além de implicar maior despesa para o Estado".

O CM questionou o Ministério da Educação sobre o número de atestados médicos apresentados por estes professores, mas não obteve resposta.
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