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Correio da Manhã

Sociedade
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Professores escrevem ao primeiro-ministro a pedir respeito

Docentes continuam a exigir a contagem integral dos mais de nove anos de tempo de serviço congelado.
3 de Dezembro de 2018 às 17:06
Protestos dos professores
Protestos dos professores
Professores em protesto
 Professores em protesto
Protesto de professores das escolas privadas que lecionam no ensino regular, profissional e artístico especializado
Protestos dos professores
Protestos dos professores
Professores em protesto
 Professores em protesto
Protesto de professores das escolas privadas que lecionam no ensino regular, profissional e artístico especializado
Protestos dos professores
Protestos dos professores
Professores em protesto
 Professores em protesto
Protesto de professores das escolas privadas que lecionam no ensino regular, profissional e artístico especializado
Milhares de professores vão pedir respeito por email e em postais que a Fenprof entrega na quinta-feira ao primeiro-ministro, a quem acusam de desrespeito, mas também pelas decisões da Assembleia da República.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) entrega na quinta-feira ao primeiro-ministro, António Costa, os milhares de postais recolhidos há semanas junto da população, de apoio às reivindicações dos docentes, que continuam a exigir a contagem integral dos mais de nove anos de tempo de serviço congelado.

Mas a partir de hoje apela também aos docentes para que encham a caixa de email do gabinete do primeiro-ministro com a mesma mensagem repetida.

"Sou professor(a) e mereço respeito" é como começa o texto em cada um dos postais, hoje divulgado em comunicado, que insiste na contagem de todo o tempo de serviço, na reivindicação de igualdade com os colegas dos Açores e da Madeira, que terão todo o tempo contado, recusando a discriminação e que o primeiro-ministro se recuse a voltar às negociações, a que o Governo voltou a ficar obrigado, por força das alterações aprovadas no Orçamento do Estado para 2019 (OE2019).

Para a Fenprof, o primeiro-ministro desrespeitou os professores e a Assembleia da República quando "afirmou que não voltaria a negociar essa matéria com os professores".

A federação acusa ainda o Governo de "fazer chantagem sobre os professores, ameaçando com um 'ou isto ou nada'", tendo por base uma notícia desta segunda-feira do jornal 'Público', que cita anonimamente um governante, que defende que os professores correm o risco de ficar sem qualquer percentagem de tempo contabilizada, uma vez que a proposta de alteração aprovada no OE2019 apenas obriga a negociar, não impondo prazos ou condições.

"Não surpreende esta chantagem porque não é nova. O ministro da Educação, em junho passado, chegou a levá-la para a mesa das negociações", lê-se no comunicado da Fenprof.

Em declarações à Lusa, depois de aprovada a proposta de alteração ao OE2019 que obriga o Governo a voltar a negociar com os professores, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, defendeu que reinscrever a mesma norma no orçamento do próximo não significava deixar tudo na mesma, até porque no próximo ano há eleições legislativas e os professores podem dar nas urnas a resposta ao que for, ou não, decidido pelo executivo de António Costa.
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