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Correio da Manhã

Sociedade
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Professores exigem retirada das listas

Desespero e lágrimas em protesto de docentes colocados a centenas de quilómetros de casa.
Bernardo Esteves e Ana Silva Monteiro 31 de Agosto de 2017 às 01:30
Docentes apoiaram os colegas que ficaram colocados a centenas de quilómetros de casa
Exigem respeito ao Ministério da Educação
Docentes apoiaram os colegas que ficaram colocados a centenas de quilómetros de casa
Exigem respeito ao Ministério da Educação
Docentes apoiaram os colegas que ficaram colocados a centenas de quilómetros de casa
Exigem respeito ao Ministério da Educação
Centenas de professores dos quadros de zona pedagógica, alguns com duas décadas de experiência de ensino, protestaram ontem no Porto e muitos não esconderam lágrimas de desespero por terem ficado colocados a centenas de quilómetros de casa.

Na origem da situação está uma alteração de procedimentos feita pelo Ministério da Educação, que considerou apenas horários completos para o concurso de mobilidade interna.

"Moro em Braga e fiquei colocada a 250 quilómetros, em Figueira de Castelo Rodrigo. É assustador. Tenho três filhas de 3, 6 e 8 anos e não sei o que vou fazer", contou, em lágrimas, Maria João Costa.

Já Cláudia Pinto mora em Esmoriz (Ovar) e ficou colocada em Arganil, a 140 quilómetros.

"Não sei se levo o meu filho de nove meses comigo ou se tenho de deixar de o amamentar", afirmou, emocionada.

Manuela Mendonça, da Fenprof, considerou que esta é "uma situação de emergência" e exigiu a "retirada imediata das listas".

"O Ministério da Educação ainda tem todas as condições para reverter a situação sem prejuízo para os professores e alunos. Ainda há tempo para corrigir, se houver vontade política", disse.

A Fenprof pediu uma reunião urgente ao Ministério da Educação, mas não obteve ainda resposta. O ano letivo começa entre 8 e 13 de setembro.

Ministério diz que está a cumprir a lei
O ministério diz que "a atribuição de horários feita prioritariamente para os horários completos e docentes do quadro é uma decorrência da lei, até porque os docentes do quadro recebem sempre o salário completo".

Técnicos especializados em protesto 
Uma centena de técnicos especializados (psicólogos e terapeutas, entre outros) protestaram ontem junto ao Ministério da Educação, em Lisboa, para exigir a recondução de 4 mil profissionais colocados o ano passado.

Na terça-feira, o ME autorizou a recondução de todos cujos horários tenham sido pedidos até 16 de setembro de 2016. A tutela diz que mais de 2 mil poderão renovar.

Os técnicos exigem ainda a vinculação aos quadros.
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