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Professores temem regresso às aulas perante escolas sem condições de segurança sanitária

Mário Nogueira diz que não estão reunidas condições de segurança para o regresso em tempos de pandemia.

02 de setembro de 2020 às 01:30

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, avisou esta terça-feira que não estão criadas as condições de segurança sanitária necessárias para que as escolas possam abrir entre 14 e 17 de setembro, como está previsto. “O Ministério da Educação perdeu dois meses, julho e agosto, para criar condições de segurança nas escolas”, criticou.

O dirigente acrescentou que não foi por falta de insistência da Fenprof, que tem vindo a solicitar reuniões quer ao Ministério da Educação (ME), quer à Direção-Geral da Saúde (DGS): “Por oito vezes enviámos à DGS um pedido de reunião e nem resposta recebemos, tal como do ME.”

Segundo Mário Nogueira, algumas das medidas que constam das orientações enviadas, há dois meses, pelo Ministério da Educação para as escolas não cumprem as normas da Direção-Geral da Saúde. Mário Nogueira acusa, assim, o ME de “não fazer o trabalho que deveria”, e a DGS de “não assumir as responsabilidades que deveria, que era pôr o dedo no nariz ao ME, por ter colocado cá fora normas que não correspondem ao que se deve fazer”. Entretanto, esta terça-feira, o ME e a DGS divulgaram as orientações para as aulas de Educação Física (ver infografia e caixa).

A Fenprof enviou entretanto uma exposição sobre a situação em Portugal para várias instituições internacionais, nomeadamente para a Organização Mundial de Saúde, e também para a Assembleia da República e grupos parlamentares. “Por um lado esta exposição é sobre o silêncio absoluto do ME e da DGS e, por outro, dizendo que temos propostas e identificando as situações que até agora não foram resolvidas”. A Fenprof defende a realização de rastreios junto da comunidade escolar. “Ao nível da educação só foram feitos testes antes das creches abrirem e foram detetados 59 casos”, diz Mário Nogueira.

Três metros entre alunos e máscara só à entrada e saída

Já há regras para as aulas de Educação Física. A principal preconiza um distanciamento de, pelo menos, três metros entre cada aluno. Numa disciplina marcada pela prática de desportos coletivos, as atividades passam a ser preferencialmente individuais ou entre grupos reduzidos. As máscaras são obrigatórias à entrada e saída das instalações, mas não durante a prática de exercício físico.

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