page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Proteção Civil regista 7.517 ocorrências devido ao mau tempo em seis dias

Estão cinco helicópteros a sobrevoar as zonas afetadas, de acordo com o comandante nacional da Proteção Civil.

06 de fevereiro de 2026 às 14:23

A Proteção Civil registou 7.517 ocorrências relacionadas com as tempestades entre domingo e as 12:00 de esta sexta-feira em Portugal continental, informou o comandante nacional.

"[Há] 7.517 ocorrências registadas atualmente com 26.504 operacionais envolvidos e com 10.505 meios terrestres", indicou Mário Silvestre em conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.

De acordo com o comandante nacional da Proteção Civil, estão cinco helicópteros a sobrevoar as zonas afetadas: "Dois helicópteros da Força Aérea Portuguesa e três à guarda da ANEPC".

"Encontram-se a fazer a monitorização de todos os cursos de água principais com zonas previamente definidas para os voos de reconhecimento. Estamos permanentemente a recolher essa informação", acrescentou.

Mário Silvestre disse ainda que foram registadas até ao momento 2.553 quedas de árvores, 1.109 deslocamentos de terra, 2.003 inundações, 1.232 quedas de estruturas e 684 limpezas de via.

No Oeste, as inundações estendem-se por praticamente todas as freguesias de Alenquer, Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche e Torres Vedras, com vários rios a galgar margens e a submergir estradas e campos agrícolas.

Na Lezíria do Tejo, persistem cortes em caminhos municipais e zonas ribeirinhas, enquanto na Azambuja a situação foi agravada pelo rebentamento do talude do rio Alenquer, afetando Vila Nova da Rainha.

No Médio Tejo, continuam submersos a estação de canoagem da Alvega, o estacionamento ribeirinho de Constância, os cais de Almourol e Tancos e a área de lazer da Lapa, no Cerdoal.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8