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Prótese retirada usada em 14 mil pessoas

Infarmed suspendeu a utilização dos implantes de silicone.

25 de setembro de 2015 às 08:24

Partículas de origem ainda não conhecida foram detetadas durante o processo de fabrico, no Brasil, de dispositivos médicos, que incluem próteses mamárias. Em Portugal, nos últimos cinco anos, pelo menos 14 mil pessoas utilizaram estes produtos.

Ao CM, o gabinete de comunicação da firma Hospitex - Material Hospitalar, que distribui os produtos do fabricante Silimed Indústria de Implantes, afirmou que foram importados, nos últimos cinco anos, "20 452 implantes mamários e 4232 outros dispositivos", incluindo implantes de silicone para urologia, cirurgia geral e cirurgia bariátrica (bandas e balões gástricos), entre outros.

Ao que o CM apurou, o fabricante é um dos principais fornecedores, desde há 20 anos, destes materiais nos hospitais públicos e privados. Enquanto as investigações prosseguem, a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) suspendeu o certificado CE, impedindo a utilização dos materiais. O Infarmed afirma não haver risco para a saúde pública e que não foram notificadas reações adversas.

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