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Correio da Manhã

Sociedade
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PSD critica encerramento de escolas

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, criticou este domingo o encerramento de escolas com menos de 20 alunos, questionando o Governo sobre o número de institutos públicos que vai encerrar.
6 de Junho de 2010 às 17:47
Passos Coelho criticou medida do Governo
Passos Coelho criticou medida do Governo FOTO: d.r.

“O encerramento de escolas com poucos alunos é uma exigência pedagógica e uma exigência financeira e a gente pergunta: quantos institutos públicos decidiu o Governo encerrar em Portugal?”, questionou.  

“Quantos lugares de assessores e adjuntos vai o Governo declarar que  vai pôr fim nos próprios gabinetes do Governo?", acrescentou.

A ministra da Educação, Isabel Alçada, afirmou na passada terça feira  que mais de 900 escolas básicas com menos de 21 alunos poderão encerrar, abrangendo um universo máximo de 15 mil crianças.

Pedro Passos Coelho, que falava em Portalegre durante um almoço convívio com militantes e simpatizantes do PSD, disse também que o Estado tem que estar "ao nosso serviço" e que os portugueses têm que se tornar mais "exigentes" com as reformas do Estado.  

“O Estado tem que estar ao nosso serviço. Não somos nós que estamos  ao serviço do Estado e daqueles que lá trabalham, nós temos que começar a ser mais exigentes também relativamente à reforma do próprio Estado”, declarou.

O líder do PSD, que criticou a gestão dos dinheiros públicos na Saúde  e Segurança Social, voltou a frisar que a despesa pública tem que ser "reestruturada".

Durante o seu discurso, com mais de trinta minutos, Passos Coelho afirmou ainda que nesta altura começam a surgir vários militantes do PS "incomodados" com as medidas de austeridade que estão a ser tomadas e que, por esse motivo, preferiam que o PSD fosse Governo.

“Há pessoas hoje no PS que já mostram incómodo por perceber que os próximos anos vão ser muito difíceis e que é muito aborrecido ficar no Governo uma série de anos a tomar as dores de toda a gente, sem poder fazer um bonito", disse.

Por isso, acrescentou o líder laranja, "haveria hoje gente no PS que  preferia que fosse o PSD para o Governo mais cedo para fazer as medidas  de austeridade para a cigarra voltar no tempo da bonança”.

“Nós temos que resistir a este tipo de avaliação e análise. As sondagens  para nós são um estímulo, sabemos que estamos a recuperar, sabemos que o  país volta a olhar para o PSD com uma expectativa positiva, que não tem medo da nossa mensagem e que pressente que o próximo Governo vai ser do PSD", sublinhou.

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