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Quase 20 mil quilómetros de estradas e caminhos florestais limpos após tempestades

Ministro da Economia e da Coesão Territorial classificou a questão da limpeza das árvores tombadas como um "problema gigantesco".

15 de julho de 2026 às 10:46

O ministro da Economia e da Coesão Territorial afirmou esta quarta-feira que foram desobstruídos quase 20 mil quilómetros (km) de estradas e caminhos florestais nas zonas do país afetadas pelo comboio de tempestades no início do ano.

"Houve uma grande prioridade [dada] à limpeza de caminhos florestais, de estradas e caminhos florestais. O último número que eu tinha, o número de há dois dias, apontava para quase 20 mil quilómetros de estradas e caminhos que estavam limpos, eram 19.800 quilómetros", revelou Manuel Castro Almeida, que está a hoje a ser ouvido na Assembleia da República, em Lisboa.

O governante respondia a questões do grupo parlamentar do Chega, sobre a recolha das árvores que caíram durante o mau tempo entre o final de janeiro e início de fevereiro, principalmente na região centro, após o ministro ter assumido recentemente que apenas 10% da madeira caída será retirada antes do verão.

"O país não tem condições, não há pessoas, não há equipamentos para levantar tanta árvore que está caída e, portanto, estão os municípios em causa a estabelecer prioridades para levantar aquelas que são mais perigosas e que estão calculadas em cerca de 10% do volume das árvores que estão tombadas", salientou Castro Almeida.

O ministro classificou a questão da limpeza das árvores tombadas como um "problema gigantesco" e acrescentou que, neste momento, a preocupação está centrada em limpar as árvores derrubadas na proximidade de casas e junto às estradas, que são as zonas mais perigosas em caso de incêndio, "para levantar tudo aquilo que seja materialmente possível levantar".

O governante lembrou o "número incalculável na ordem dos milhões de toneladas" de árvores caídas, tendo por isso o Executivo celebrado contratos com os quase 30 municípios envolvidos para liderarem a operação de limpeza.

Já o PS acusou Castro Almeida de ser ministro da Coesão Territorial "em 'part-time'", tendo questionado sobre a estratégia do Executivo para esta área.

Em resposta, o governante apontou os três grandes objetivos de garantir que todos os municípios tenham distribuição de jornais, que todas as freguesias tenham serviço multibanco e que todas as aldeias passem a ter fibra ótima para acesso à Internet.

"São verdadeiras mudanças para melhorar a vida das pessoas que vivem no interior e para terem condições mais próximas das que têm as que vivem no litoral", vincou o ministro.

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