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Correio da Manhã

Sociedade
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Quase 30% dos alunos entram na universidades através de quotas

Instituições portuguesas de Ensino Superior têm mais de 20 perfis diferentes de entrada, entre contigentes, regimes ou concursos especiais.
SÁBADO 13 de Julho de 2019 às 11:18
Estudantes
Sala de aula
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Quase um terço dos alunos que alunos que entram no Ensino Superior, fazem-no através de concursos especiais dispostos a certos perfis. Candidatos com mais de 23 anos, com diploma de especialização técnica, técnicos superiores profissionais, licenciados, licenciados candidatos ao curso de Medicina e estudantes internacionais representaram 28% do total de alunos que ingressaram em universidades portuguesas no passado ano letivo.

Esta é uma das conclusões de um relatório elaborado por um grupo de trabalho nomeado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, divulgado pelo Público. Em Portugal, universidades têm já mais de 20 perfis diferentes que guardam vagas em cursos, mas nenhum destes contempla categorias étnico-raciais.

A acrescer a estes concursos especiais existem ainda 1,6% dos alunos que recorre a regimes especiais, no qual estão inseridos cidadãos ligados a missões diplomáticas e funcionários públicos em missão no estrangeiro, oficiais das Forças Armadas, bolseiros de países africanos de língua portuguesa e praticantes de desporto de alto rendimento.

Para além destes casos, existem ainda os alunos em contingentes especiais, no qual são reservadas vagas para candidatos dos Açores e Madeira, emigrantes portugueses e familiares, militares e pessoas com deficiência, não sendo conhecida a percentagem que este regime engloba.

Lisboa e Porto aumentam vagas em cursos com médias mais altas

Depois de, no ano passado, terem sido reduzidas as vagas em universidades de Lisboa e Porto, criando descontentamento entre reitores, este ano as duas maiores cidades de Portugal terão um aumento.

De acordo com o Expresso, 15 dos 20 cursos com médias de entrada igual ou superior a 17 valores vão ter uma subida de candidatos, com um mínimo de 5% e um máximo de 15%, devido à crescente procura que, em alguns casos, deixou mais de uma centena de candidatos à porta do curso que haviam escolhido como primeira opção.

Entre as duas dezenas de cursos com as médias de entrada mais altas no país estão cinco cursos de Medicina, que não poderão abrir mais vagas do que no concurso de 2018. Os restantes são: Gestão, Engenharia Informática e Computação, Arquitetura, Línguas e Relações Internacionais, Bioengenharia, Engenharia e Gestão Industrial, Design de Comunicação na Universidade do Porto; e Engenharia Aeroespacial, Engenharia Física e Tecnológica, Engenharia Biomédica, Matemática Aplicada à Economia e Gestão e Matemática Aplicada e Computação na Universidade de Lisboa.

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