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Quase metade das farmácias com fornecimento de remédios suspenso

Quase metade das farmácias tinha, em Setembro, o fornecimento de medicamentos suspenso, uma "situação dramática" que piora todos os dias, segundo a associação do sector. Esta quarta-feira, na comissão parlamentar de Saúde, os dados apresentados pelo vice-presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Paulo Duarte, mostraram que, em Setembro, eram 1280 as farmácias com fornecimentos suspensos, mais 149 estabelecimentos do que em Junho.

28 de novembro de 2012 às 15:43

"É uma situação dramática que, em três meses, se agravou ainda mais do que em todo o ano de 2011", afirmou Paulo Duarte aos deputados. Os dados da ANF revelam ainda que há 1995 farmácias que têm mais de 96 milhões de euros de pagamentos em atraso, em fase pré-litigiosa.

O número de estabelecimentos com acordos de regularização de dívidas subiu de 614, em Junho, para 635, em Setembro, enquanto os processos judiciais para regularizar dívidas são já 469. A alteração na política do medicamento, sobretudo a forte redução do preço dos genéricos, é apontada como o principal motivo da crise no sector.

"A situação agudiza-se de dia para dia, com risco iminente de ruptura no acesso aos medicamentos por parte dos cidadãos", sublinhou Paulo Duarte, avisando que a despesa de medicamentos em ambulatório já caiu em 2012 mais do que o previsto pelo Governo, e do que o definido no memorando da troika.

Pelo contrário, a despesa com os medicamentos consumidos em meio hospitalar foi acima do previsto, um desequilíbrio que a ANF pede que "seja analisado com o máximo de atenção e cuidado".

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