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Correio da Manhã

Sociedade
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Quer visitar o bairro onde cresceu o Papa?

O CM sugere um roteiro pelos locais emblemáticos da infância e adolescência do Sumo Pontífice.
17 de Março de 2013 às 17:00
roteiro, a vida do Papa, Buenos Aires, locais emblemáticos
roteiro, a vida do Papa, Buenos Aires, locais emblemáticos FOTO: Reuters

A rua Membrillar, no bairro das Flores, era até quarta-feira uma rua como qualquer outra em Buenos Aires, na Argentina. Era, já não é, porque foi lá que viveu o Papa Francisco durante a infância e adolescência. A rua tem sido invadida nos últimos dias por turistas ávidos de conhecer os locais que marcaram o bispo de Roma e essa curiosidade só tende a aumentar. Consta, inclusive, que vão mudar o nome da rua para Papa Francisco e começar a realizar visitas turísticas por todos os lugares do bairro que Jorge Bergoglio frequentava na altura.

O percurso começa na casa onde cresceu o Papa, embora dela só reste mesmo o número, o 531, e haja hoje uma construção completamente diferente no seu lugar. Os próprios vizinhos de então foram saindo, mas com paciência é possível encontrar quem tenha crescido com Bergoglio nas redondezas e se lembre do seu gosto pelo futebol. Foi ali que os seus pais, um ferroviário e uma dona de casa de origem italiana, se instalaram em 1940 e viveram durante algumas décadas junto com os cinco filhos.

Se tivesse ido logo a seguir ao conclave era possível que ainda encontrasse Amalia Damonte, a paixão de infância do Papa, e vizinha de bairro, com vontade de conversar sobre esse tempo. Agora, será mais difícil: a idosa não fazia ideia da repercussão das suas declarações e perdeu a vontade de desvendar mais sobre aquele tempo.

Também ali perto – vai-se bem a pé – estão pelo menos outros três marcos da vida do Papa Francisco que terão honras no roteiro. Um deles é o colégio que frequentava quando criança, o Nossa Senhora da Misericórdia, uma escola pública (à semelhança de todas as escolas que Bergoglio frequentou). Outro é a Paróquia Santa Francisca Javier Cabrini, onde celebrou missas quando era vigário regional do bairro. E o terceiro, e talvez até o mais significativo para Bergoglio, é a basílica de San José de Flores. Ali, Bergoglio frequentava alguns grupos da igreja, como a Ação Católica Argentina e a Congregação Mariana. Foi lá que, em 1957 (com 21 anos) decidiu entrar para o seminário.

Importante, para finalizar a viagem, é obrigatória a paragem no estádio do Clube Atlético San Lorenzo de Almagro, localizado no mesmo bairro, numa região conhecida como Bajo Flores. O Papa Francisco é sócio – confirmou ao CM o gabinete de imprensa do clube – e fanático, confessou o ex-jogador do Sporting Alberto Acosta.

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