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Correio da Manhã

Sociedade
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Quotas abrem guerra na Ordem

Orçamento para 2014 foi chumbado, o que inviabiliza a atividade da Ordem dos Enfermeiros.
24 de Março de 2014 às 17:32
Os enfermeiros questionam a forma como a direção da Ordem gere os dinheiros pagos pela classe
Os enfermeiros questionam a forma como a direção da Ordem gere os dinheiros pagos pela classe FOTO: Vítor Mota

A assembleia geral da Ordem dos Enfermeiros (OE), realizada sexta-feira, no Porto, foi interrompida após mais de nove horas e depois do chumbo do Plano de Atividades e Orçamento para 2014. Uma situação que, segundo o bastonário Germano Couto, "inviabiliza" a atividade da OE.

Um dos pontos em debate era o valor das quotas. Os opositores ao bastonário acusam-no de não querer baixar de 10 para nove euros mensais. Ana Rita Cavaco, candidata derrotada às eleições em 2011, afirmou ao CM que os "enfermeiros estão descontentes com a forma como o orçamento da Ordem é gerido". A OE movimenta sete milhões de euros por ano. "O bastonário tem um salário de cinco mil euros, quarto alugado e carro pago pela Ordem. A OE pede um aumento das despesas de representação, gasta três milhões de euros por ano em refeições e viagens, dinheiro pago pelas quotas", referiu. Outra crítica é a construção da futura Casa do Enfermeiro, em Barcelos – um projeto de milhões, cuja localização é questionada.

Sobre o chumbo do orçamento, o bastonário afirmou, em comunicado, que tal deveu-se a uma "ínfima minoria", que "prevaleceu sobre uma reduzida participação e passividade dos enfermeiros".

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