Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
6

Rastreio à mama salva vidas

Diagnóstico na fase inicial da doença dá 95 % de hipóteses de viver. Tratamentos são menos agressivos.
13 de Outubro de 2013 às 08:40
A enfermeira Anabela Lourenço ensina a fazer o autoexame da mama durante uma sessão prática educativa, gratuita, no Hospital Cuf Descobertas, no âmbito do mês da luta ocntra o cancro da mama
A enfermeira Anabela Lourenço ensina a fazer o autoexame da mama durante uma sessão prática educativa, gratuita, no Hospital Cuf Descobertas, no âmbito do mês da luta ocntra o cancro da mama FOTO: Filipa Couto

Portugal tem uma taxa de sobrevivência ao cancro da mama de 70 por cento após cinco anos da sua deteção, sendo que estes valores podem subir aos 95 por cento quando a doença é diagnosticada na fase inicial. Todos os anos são detetados 4500 novos casos de cancro da mama e morrem 1500 mulheres vítimas da doença.

Segundo o médico oncologista Joaquim Gouveia, "o cancro da mama é o mais comum entre as mulheres e corresponde à segunda causa de morte por cancro, mas é uma doença rastreável".

Além disso, refere o especialista, os resultados dos tratamentos para o cancro da mama são cada vez melhores. "Os tratamentos disponíveis são mais sofisticados e menos agressivos", sublinhando o facto de serem remédios menos tóxicos para o organismo, mas que mantém a mesma eficácia.

"Mesmo nas cirurgias, a evolução foi enorme. Antigamente, eram muito mais mutilantes, agora já há mais hipóteses de conservação da mama", refere Joaquim Gouveia, acrescentando o importante impacto na forma como a doente encara a doença.

O cancro da mama é uma das doenças com maior impacto. Isso deve-se ao facto de ser uma doença que surge com frequência, mas também porque agride a mama, um órgão muito simbólico, associado à maternidade e à feminilidade.

Por isso, refere o oncologista, é importante que num cenário de luta contra o cancro o doente consiga encontrar um equilíbrio psicológico, seja com a ajuda da família ou de quem lhe presta apoio clínico. " Enfermeiros e médicos devem estar preparados para dar esse apoio", sublinha, acrescentando que as pessoas devem fazer rastreios e o autoexame da mama em casa. No entanto, alerta que "o autoexame não substituiu a ida ao médico. Há situações que só um clínico pode detetar".

rastreio mama tratamentos doença cancro da mama Joaquim Gouveis
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)