Criança fez o teste e deu positivo mas, segundo o CHVNGE, "o bebé encontra-se bem".
O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNGE) tem, numa das duas unidades criadas para receber casos suspeitos e tratar bebés com covid-19, um recém-nascido que, com 28 dias, testou positivo, mas "encontra-se bem".
Com as equipas de obstetras e enfermeiros a trabalhar em regime de rotatividade, a unidade de neonatologia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho tem vindo a "ajustar-se de forma progressiva" à pandemia da covid-19, disse hoje à Lusa, António Vinhas, médico daquela unidade.
Por forma a minimizar o risco de contaminação, o CHVNGE criou uma área no serviço de neonatologia reservada a casos positivos, com quatro incubadoras, e outra área "tampão" no serviço de pediatria, onde todos os casos suspeitos são testados e, se derem positivo, ficam internados.
É precisamente numa das quatro incubadoras que se encontra o bebé que, com apenas 28 dias, testou positivo para a covid-19. A criança, que nasceu no CHVNGE, mas se encontrava em casa, entrou na passada quinta-feira, dia 09 de abril, no serviço de urgência com sintomas de febre.
Fez o teste e deu positivo e, neste momento, segundo o CHVNGE confirmou à Lusa, "o bebé encontra-se bem".
Para salvaguardar o risco de contágio entre mães e bebés, a unidade hospitalar está também a testar para a covid-19 todas as grávidas antes do parto e apenas as do serviço de pediatria pernoitam no hospital.
"As mães da pediatria ficam junto dos bebés, mas ao nível da unidade de neonatologia não achámos que fosse benéfico para as mães passarem lá 24 horas sentadas num cadeirão. Não seria lógico", adiantou António Vinhas.
Nesse sentido, as mães dos recém-nascidos internados na unidade de neonatologia vão poder ficar numa unidade hoteleira próxima do hospital.
Com as refeições e transporte assegurados pela autarquia e o hospital, apenas às mães é permitida a entrada na unidade, sendo que, os pais, que podiam visitar uma vez por semana as crianças, agora, "só por videochamada".
"Neste momento, só entram as mães. Os pais inicialmente estavam restringidos a uma vez por semana, mas, nesta fase de mitigação, o risco começa a ser grande e temos de proteger ao máximo os nossos recém-nascidos. O que vamos tentar agora é, com as mães, fazer videochamadas. Não é a mesma coisa, mas vamos tentar minimizar as saudades. Nós também nos estamos a adaptar", confessou o pediatra.
Segundo António Vinhas, só os bebés prematuros que realmente precisam de "cuidados médicos e de enfermagem" é que se encontram na unidade, sendo, neste momento, 10. Os restantes são monitorizados diariamente pelos profissionais que estão em teletrabalho.
"Os pais têm o nosso contacto telefónico. Qualquer dúvida, sabem que nos podem ligar", assegurou.
À Lusa, o médico adiantou ainda que o hospital continua a assegurar "dois períodos de consulta" semanal para o atendimento de recém-nascidos e que, na próxima semana, "em princípio" passarão a assegurar "três períodos de consulta".
A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 137 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 450 mil doentes foram considerados curados.
Portugal regista 629 mortos associados à covid-19 em 18.841 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.
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