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Correio da Manhã

Sociedade
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Recuperação lenta após tempestade que devastou vários pontos do País

Zonas mais afetadas vão demorar a retomar a vida quotidiana.
Ana Maria Ribeiro, Paula Gonçalves, Paulo Jorge Duarte e C.C. 23 de Fevereiro de 2021 às 08:23
Passagem pedonal está alagada
Humidade tomou conta das casas do bairro da Ponte de Anta
Morador do bairro, José Joaquim Ramos não esconde a revolta
Passagem pedonal está alagada
Humidade tomou conta das casas do bairro da Ponte de Anta
Morador do bairro, José Joaquim Ramos não esconde a revolta
Passagem pedonal está alagada
Humidade tomou conta das casas do bairro da Ponte de Anta
Morador do bairro, José Joaquim Ramos não esconde a revolta
Passada a tempestade, fazem-se as contas aos prejuízos causados nas zonas mais afetadas pelo mau tempo de sábado. Esta segunda-feira, no concelho de Soure, ainda estava inundada a passagem pedonal subterrânea na Linha do Norte, em Vila Nova de Anços, onde a água chegou a atingir mais de dois metros.

“Causa transtorno e obriga-nos a passar pela linha férrea”, conta Emília Belém, moradora, que viu a casa da mãe ser inundada. “O problema arrasta-se há anos. Temos sempre duas a três cheias. Desta vez, tivemos de tirar a minha mãe de casa à pressa”, lamenta a residente. A mãe, Maria Carraca, não se conforma com os danos: “Ficou estragado o frigorífico e a arca. Sempre a piorar.” Ainda em Soure, na aldeia de Casalinhos, está cortada a estrada que sofreu um deslizamento.

Em Espinho, os moradores do bairro da Ponte de Anta estão revoltados por causa das inundações que afetam sistematicamente as habitações, propriedade do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).

“Tenho bacias e toalhas por todo lado. Não aguentamos mais. Já contactei o IHRU muitas vezes e não resolvem nada”, desabafou, ao CM, José Joaquim Ramos, um dos inquilinos. “Tenho tudo estragado em casa, estou cansada de esperar por resposta e, por causa disto, estou cada vez pior da saúde”, acrescentou Maria Cunha, outra moradora. Contactado, o instituto não respondeu aos pedidos de esclarecimento do Correio da Manhã.

Em Cascais, onde os prejuízos atingem os milhares de euros, os comerciantes acolhem com agrado a promessa camarária de apoio no valor de 100 mil euros. “A ajuda cai do céu”, disse ontem à CMTV Orlando Luz, proprietário de um dos estabelecimentos afetados. “Numa altura em que estamos sem trabalhar, ou sem negócio significativo há meses, tudo é bem-vindo, embora 100 mil euros não cheguem.” 


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