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Correio da Manhã

Sociedade
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Rede ilegal na apanha da amêijoa na praia do Samouco, em Alcochete

Na maioria tailandeses e romenos, chegam a Portugal com promessas de trabalho, mas acabam por ficar presos e sofrem ameaças.
Sandro Bettencourt 5 de Dezembro de 2022 às 09:01
Mariscadores no Samouco
Mariscadores no Samouco FOTO: Direitos Reservados
São cerca de 1700 os mariscadores ilegais que todos dias entram pela praia do Samouco, em Alcochete, para apanhar amêijoa-japónica. Estes homens e mulheres, na maioria tailandeses e romenos, são o elo mais fraco de uma rede criminosa.

Chegam a Portugal com promessas de trabalho, mas acabam por ficar presos a intermediários e sofrem ameaças. Em média, os mariscadores vendem a amêijoa a 3 euros o quilo; já os intermediários, depois de ensacados os bivalves, vendem a 18 euros, num negócio ilegal que pode render até 30 milhões de euros por ano. No Samouco, local onde se apanha 80% da amêijoa-japónica, todos conhecem a atividade ilegal, mas impera o silêncio. O medo fala mais alto. 
Samouco Alcochete trabalho questões sociais
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