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Correio da Manhã

Sociedade

Regresso à rua dos professores

Os professores voltaram ontem às ruas, em protesto contra o estatuto da carreira docente e o modelo de avaliação de desempenho – dois dos principais pontos de divergência entre a classe e o Ministério da Educação. Em Viseu e Lamego cerca de 400 professores marcharam em protesto, com a promessa de que não se vão "vergar", nas palavras de Francisco Almeida, dirigente do Sindicato dos Professores da Região Centro. Só do distrito de Viseu estão inscritos mais de cem docentes para o cordão humano agendado para Lisboa, a 7 de Março.
17 de Fevereiro de 2009 às 00:30
Cerca de 200 docentes marcharam ontem pelas ruas de Viseu. Em Lamego foram outros 200 a protestar
Cerca de 200 docentes marcharam ontem pelas ruas de Viseu. Em Lamego foram outros 200 a protestar FOTO: Paulo Novais/Lusa

Mais a sul, em Coimbra, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, advertiu que os docentes podem voltar a endurecer os protestos durante o terceiro período de aulas, com greves e manifestações. "Vai estar tudo em cima da mesa, desde greves de uma hora até greves às avaliações, até ao final do ano lectivo e isso vão ser os professores a decidir", afirmou, no final de um plenário que reuniu 250 professores e educadores. Na semana que começa a 20 de Abril, os professores serão consultados sobre que tipo de acções de protesto querem realizar.

O dirigente sindical anunciou ainda que a Fenprof irá editar o ‘Livro Negro’ das políticas educativas, em Março ou Abril. "O Governo tem encomendado alguns relatórios para conseguir alguns elogios, e vai ter também esta encomenda", afirmou.

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